Partidos: na hora antes da mudança?
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Hoje vamos olhar para a política pura e dura, sentir o pulso aos vários partidos, numa altura em que é lançado um think tank de esquerda. Vamos também tentar perceber o que representa, e se o CDS vai continuar pendurado na AD, se o PSD pós-Chega nunca mais voltará a arriscar fazer reformas. Quanto ao Bloco de Esquerda e ao PCP, estão em contagem decrescente para a irrelevância eleitoral. Será, Helena Matos, bom dia, que os partidos sabem que algo vai mudar, só que não sabem exatamente o que nem quando?
Duas observações. Este Contracorrente é absolutamente dedicado a, parafraseando as vossas declarações anteriores, aquilo que piora pode melhorar. E é uma lição de vida. Estou aqui inspiradíssima.
Exatamente. A outra tem a ver precisamente contigo. A ideia de que o CDS e o Bloco de Esquerda caminham para a irrelevância eleitoral, vamos fazê-lo como interrogativa, está bem? Porque não vamos estar aqui a anunciar como um facto consumado aquilo que, agora aqui falte por mim, me parece que realmente é já um facto consumado. Mas como vocês dizem, tudo o que piora pode melhorar. E há aqui coisas que pioram bastante, quem sabe, não melhorarão bastante. Nós temos hoje no Observador um artigo que dá conta da percentagem que o PS aspira para poder avançar mais seguramente para ir para eleições, e que será uns 35%. Mas aquilo que nós temos aqui é que para lá do PS, para lá da AD, há mais partidos, ou seja, há mais partidos para lá destes. E seja qual for as soluções governativas que venhamos a ter, esses partidos também farão parte da solução. Porque, por exemplo, quando nós vemos o PS a dizer que com 35% se sente seguro, muito provavelmente numa solução governativa, seria muito interessante que o LIVRE crescesse. Mas para o LIVRE crescer, ainda tem que crescer um bom pedaço, porque nós centramo-nos sempre muito naquilo que é a disputa entre os dois, três que estão à frente. Habituámo-nos a falar sempre de dois, agora já são três. Temos também o Chega a fazer parte desta solução. Mas a um outro patamar, temos outro tipo de disputas. Por exemplo, nós temos neste momento o LIVRE e a Iniciativa Liberal disputarem aquele lugar do mais relevante dos mais pequenos ou dos que estão abaixo, mas não é exatamente o mesmo, aquilo que pode representar um resultado do LIVRE a crescer numa solução com o PS, do que aquilo que pode representar a Iniciativa Liberal. A Iniciativa Liberal não tem correspondido àquilo que seria o propósito de uma solução de governo na área do centro-direita, e neste caso, com a AD. Temos esta matéria aqui, até onde é que vai a Iniciativa Liberal, que se note, está agora na sua rentrée. Temos o LIVRE, que é um partido unipessoal. É tão unipessoal quanto o Chega, só que não cresceu tanto quanto o Chega, mas é um partido de um líder, mas que tem tido um crescimento muito interessante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.