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Ucrânia mostra que a guerra chegou a Moscovo no dia das eleições: "Os russos estão a provar do seu próprio veneno"

CNN Portugal ·
Ucrânia mostra que a guerra chegou a Moscovo no dia das eleições: "Os russos estão a provar do seu próprio veneno"

A Ucrânia realizou o maior ataque de sempre contra Moscovo no último dia das eleições legislativas russas .

A ofensiva, que terá envolvido mais de 1900 drones, além de mísseis e bombas aéreas, matou pelo menos três pessoas e atingiu uma refinaria de petróleo na região da capital.

Para os analistas ouvidos pela CNN Portugal, existiu o objetivo claro de demonstrar força, atingir a população russa e enviar uma mensagem aos aliados ocidentais.

“É muito claro: mostrar aos russos e aos moscovitas, à capital da Federação da Rússia, que estão em guerra e que estão em guerra com a Ucrânia”, afirma Francisco Pereira Coutinho, sublinhando que o ataque ocorre num momento particularmente simbólico, quando os russos são chamados a votar nas eleições parlamentares e veem, a partir das suas casas, o fumo provocado pelos incêndios nas refinarias.

Durante anos, Vladimir Putin tentou apresentar a invasão da Ucrânia como uma “operação militar especial”, evitando utilizar a palavra guerra.

Mas, para Francisco Pereira Coutinho, essa estratégia tornou-se, agora - e especialmente depois deste domingo - cada vez mais difícil de sustentar.

“Isto foi algo que Putin procurou esconder durante vários anos.

É o quinto ano da agressão em larga escala e ele nunca lhe chamou uma guerra.

Foi possível esconder isso dos russos durante imenso tempo, mas agora manifestamente já não é possível”, afirma.

Tomé Ribeiro Gomes considera que o ataque representa uma demonstração de força em várias frentes.

Por um lado, pela dimensão da ofensiva, por outro pelos alvos escolhidos e também pelo preciso momento em que ocorreu.

“É uma demonstração de força, não só pela escala do ataque em termos de drones e pelo local atingido.

Moscovo é a capital, um sítio onde a população achava que não ia ser atingida pela guerra.

E há também a indicação da utilização, pela primeira vez, de um míssil balístico produzido pela Ucrânia”, explica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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