Pedro Duarte diz que polícia foi “forçada” a intervir para travar protestos pela habitação no Porto
Em reação à denúncia do Movimento pela Habitação de uma intervenção policial durante a madrugada que causou ferimentos em 37 dos participantes nos protestos que estão a acontecer desde sábado na Praça D.
João I, o presidente da Câmara argumentou que “a polícia foi forçada a fazê-lo”.
“Uma coisa é o direito à manifestação e ao protesto.
Outra distinta é o desrespeito e o incumprimento ostensivo da lei.
Quando isso sucede, é dever e responsabilidade das autoridades zelar pelo respeito da lei e pela liberdade de todos”, referiu o autarca portuense, em conferência de imprensa.
Pedro Duarte “[lamenta] profundamente que a polícia se tenha visto forçada a intervir daquela forma”.
“Nenhum portuense se revê naquelas imagens, mas é claro que a polícia foi forçada a fazê-lo”, insistiu, denunciando uma “atitude provocatória” dos manifestantes e garantindo que a atuação policial foi “um último recurso depois de dias e horas de tentativas para resolver aquilo de forma diferente”.
Nenhum portuense se revê naquelas imagens, mas é claro que a polícia foi forçada a fazê-lo. (…) Foi um último recurso depois de dias e horas de tentativas para resolver aquilo de forma diferente.
Pedro Duarte Presidente da Câmara do Porto Dizendo “confiar” nas autoridades policiais, o autarca descreveu ainda que “havia alguém naquela manifestação a zelar pelo cumprimento da lei, e quem, de forma ostensiva e declarada, estivesse a incumprir a lei e a cometer ilegalidades”.
“Temos regras para o direito à manifestação a benefício de todos, da cidade em geral”, completou.
Mais de 30 manifestantes pelo direito à habitação que estavam a pernoitar na Praça D.
João I, no centro do Porto, ficaram feridos esta madrugada no decurso de uma intervenção das forças de segurança destacadas para o local.
Os manifestantes dizem ter sido alvo de “violência extrema e desproporcional”, sublinhando tratar-se de “um movimento ativista pacífico”.
Em comunicado, o Movimento pela Habitação aponta para, pelo menos, “37 feridos, dois em estado grave” , denunciando “o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a i ntervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência”.
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