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GNR identifica 27 opositores à mina de lítio em Boticas

Notícias ao Minuto - País ·
GNR identifica 27 opositores à mina de lítio em Boticas

A GNR identificou hoje 27 opositores à mina em Covas do Barroso, concelho de Boticas, que estão a fazer um bloqueio aos trabalhos da Savannah nos terrenos sob servidão administrativa, segundo fonte do Comando de Vila Real.

A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) iniciou hoje um bloqueio que visa a interrupção dos trabalhos numa das áreas da servidão administrativa e admite que se trata de uma necessidade de "escalar a resistência" perante a falta de respostas e da "inflexibilidade do Governo em escutar" as reivindicações da população.

A GNR foi chamada ao local e, depois de contactada pela agência Lusa, disse que foram identificadas 27 pessoas que estão a participar no bloqueio, referindo ainda que a empresa decidiu suspender hoje os trabalho.

Fonte da empresa acrescentou que, "por precaução, e em coordenação com as autoridades, o trabalho no terreno foi interrompido hoje continuando nas suas muitas outras vertentes".

Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

Esta manhã, Nélson Gomes, presidente da UDCB, disse à Lusa que se juntaram para impedir que a Savannah Resources prossiga com os trabalhos e frisou que os "terrenos, quer baldios, quer particulares, são da população".

Afirmou ainda que é "preciso fazer resistência ao projeto" e lembrou que a luta contra a exploração mineira se faz há praticamente 10 anos, com "muito prejuízo" para a vida de quem se opõe à mina.

"Mas nós sempre dissemos que não vamos desistir, a luta continua e cada vez a escalar mais, porque quando as entidades não nos respondem, não querem saber de nós, quando o Governo ignora completamente as preocupações da população, a vontade da população, não faz sentido", sublinhou.

Acrescentando que este é um projeto "que põe em risco a qualidade de vida das pessoas, o meio ambiente, as águas".

O presidente da UDCB apontou à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), "entidades que deviam fiscalizar o projeto e que não respondem às questões" que têm sido feitas, nomeadamente da desmatação que ocorreu fora o período autorizados e a retirada de água dos ribeiros.

E mostrou-se ainda preocupado com os "cerca de 10" projetos mineiros e pedidos de prospeção só na região do Barroso".

O projeto mineiro em Boticas foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

O coordenador do BE afirmou hoje que o processo da mina de lítio, em Covas do Barroso, Boticas, é "verdadeiramente escandaloso" e que o Governo tem "tiques de autoritarismo inaceitáveis", defendendo ainda que as "pessoas estão primeiro".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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