Morreu Jorge Palma. Músico de muitas companhias que "Só" marcou a música portuguesa
O músico Jorge Palma, que morreu na noite de segunda-feira, aos 76 anos, trocou a música clássica pelo rock no início da adolescência, acabando por se tornar num dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea.
Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou aos 6 anos a ter aulas de música, tendo ingressado no Conservatório de Música de Lisboa aos 10.
Embora as aulas tenham começado aos 6 anos, Jorge Palma começou a tocar antes disso, em casa, onde havia um piano.
“Era o meu brinquedo.
Tinha bom ouvido e as coisas que ouvia na rádio e no gira-discos reproduzia-as no piano.
Tinha jeito para aquilo e as pessoas repararam, a começar pela minha mãe, que também tinha estudado piano.
Daí ter-me posto a estudar aos 6 anos”, partilhou numa entrevista, publicada em 2024 no site Mensagem de Lisboa.
Em 1963, ficou em segundo lugar num concurso internacional de piano, no Festival Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, Espanha, onde foi também distinguido com uma Menção Honrosa.
Embora a sua carreira comece a ser contada em 1972, ano em que gravou o primeiro single em nome próprio, o percurso na música começou oito anos antes, aos 14 anos, quando abandonou a música clássica para se dedicar ao pop-rock.
Na altura, o que o movia “eram miúdas, festa, aquelas coisas”.
No liceu, começou “a ouvir a pop rock, a começar por [Elvis] Presley, mas sobretudo [The] Beatles e [The Rolling] Stones”.
“Aí abandonei completamente os estudos clássicos, chumbei no Liceu Camões, no 4.º ano, deixei de ir à ginástica, às aulas de piano”, recordou Jorge Palma, em entrevista à Lusa, em 2022.
Após terminar o liceu, entrou na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que frequentou durante dois anos, até desistir.
Antes de se apresentar em nome próprio, Jorge Palma fez parte do grupo Sindicato, que tocou na primeira edição do festival de Vilar de Mouros, em 1971, e dos Black Boys.
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