EUA criticam Annalena Baerbock na sucessão do líder da ONU
Os Estados Unidos (EUA) criticaram esta quarta-feira a presidente da Assembleia-Geral da ONU pelo papel desempenhado no processo de seleção do próximo secretário-geral das Nações Unidas, acusando Annalena Baerbock de “abuso de poder” e “ações irresponsáveis”.
No debate anual do Conselho de Segurança da ONU dedicado aos “métodos de trabalho” deste órgão, a diplomata norte-americana Jennifer Locetta teceu duras críticas à conduta da ex-ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, que tem conduzido o processo de sucessão de António Guterres.
Ao destacar eventos que sugerem que os métodos de trabalho do Conselho de Segurança não estão a ser respeitados, Locetta apontou para o processo intergovernamental de seleção do próximo secretário-geral da ONU.
“Por exemplo, o Conselho de Segurança desempenha um papel crucial na recomendação do próximo secretário-geral, conforme previsto na Carta da ONU. Os Estados Unidos levam essa responsabilidade muito a sério”, disse.
“É por isso que os Estados Unidos discordam veementemente do abuso de poder e das ações irresponsáveis da presidente da Assembleia-Geral neste processo, cujo conjunto pode comprometer o importante processo de seleção. A presidente da Assembleia-Geral enviou duas cartas a este Conselho insinuando que o órgão agiu de forma inadequada, invocando os princípios de transparência, imparcialidade e inclusão”, apontou Locetta.
A representante de Washington contestou uma sondagem de opinião conduzida no mês passado por Annalena Baerbock, na qual solicitou feedback sobre o desempenho e as opiniões dos candidatos.
Locetta classificou essa ação como “injusta, pouco transparente e sem precedentes”.
“Essa sondagem foi uma completa surpresa tanto para os próprios candidatos quanto para os observadores.
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