PSP leiloa mais de 1.500 objetos perdidos. Há roupa, ouro e muito mais
À procura de guarda-chuvas, peças de roupa com etiqueta ou ouro a preço de saldo, mais de 100 pessoas participam hoje num leilão da PSP de Coimbra, no qual mais de 1.500 objetos perdidos e não reclamados aguardam uma segunda vida.
Os primeiros cinco guarda-chuvas foram vendidos por dois euros, pouco depois das 10:00, quando uma fila de gente ainda procurava inscrever-se.
A disputa pelas dezenas e dezenas de guarda-chuvas acabou por fazer subir as licitações, mas ainda assim "sete euros por cinco guarda-chuvas continua a ser um bom preço".
Dora Martins, que participou pela primeira vez no leilão, vinha à procura de guarda-chuvas, mas também não descartava a compra de roupas, "se fossem interessantes".
"Com miúdas em casa, os guarda-chuvas dão sempre jeito", referiu, minutos antes de conseguir cinco guarda-chuvas por quatro euros.
A estreia foi proveitosa e foi impulsionada pela amiga Elisabete Taipina, que há cerca de dez anos é frequentadora habitual deste tipo de leilões.
"Já comprei um pouco de tudo, desde roupa a guarda-chuvas e mochilas. São sempre preços abaixo do mercado", afirmou, acrescentando que este ano foi mais para ver o que estava disponível, não levando nenhum artigo específico em mente.
Ao longo da manhã, neste leilão marcado pela afluência de compradores, a diversidade de artigos foi-se sucedendo, com artigos a serem distribuídos por lotes.
Pelas mãos de Rui Lagoas, que assume a condução deste tipo de leilões há cerca de 20 anos, foram passando diferentes peças de vestuário, mochilas, sacos para computadores, óculos, capas de estudantes, colchões insufláveis, tacos, chinelos, garrafas térmicas, cadeirinhas de bebé para automóveis, artigos de higiene e beleza, auscultadores, colunas, capacetes, ouro e bijuteria variada.
"É uma tarefa fácil porque é uma coisa que gosto muito de fazer, com algum sentido de humor e polivalência", disse à agência Lusa o polícia aposentado, que não se limita a conduzir as licitações.
Apesar de estar habituado à presença de muitos participantes, Rui Lagoas considerou que a afluência deste ano superou o habitual.
"É o ano em que está mais gente. É costume vir muita gente, mas não tanto como hoje. Há malta que vem ver o que há, mas outros vêm só para o ouro", observou.
Ainda a licitação da manhã não tinha terminado e já Isabel Silva estava bem encaminhada, juntando numa caixa de cartão diversos objetos, num valor superior a 150 euros, entre eles um saco de bijuteria e ouro adquirido por 76 euros.
Sem um orçamento definido para o resto do dia, espera ainda encontrar mais roupa e peças de ouro no período da tarde.
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