Clínicas de reabilitação DyCare vão tratar doentes do SNS à distância com tecnologia de IA
As clínicas portuguesas de Medicina Física e de Reabilitação que recebem doentes encaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão poder disponibilizar tratamentos de telereabilitação através da plataforma ReHub, desenvolvida pela empresa espanhola DyCare.
A tecnológica iniciou a sua atividade em Portugal depois de obter a acreditação do SNS como fornecedora de tecnologia de telereabilitação, passando a integrar o novo modelo de acesso público a estes serviços.
A partir de outubro, as clínicas que utilizam a plataforma poderão acompanhar doentes encaminhados por médicos do SNS, no âmbito de um programa de 12 meses com financiamento público assegurado.
Para os pacientes abrangidos por este modelo, os tratamentos realizados através do ReHub não terão custos.
A entrada da DyCare no mercado português acontece numa altura em que o sistema de saúde nacional abre caminho à telereabilitação, um modelo que permite realizar parte dos tratamentos à distância e alargar as opções de acesso aos cuidados de reabilitação.
Através desta solução, os doentes podem fazer exercícios terapêuticos em casa, sem deixarem de ser acompanhados por um profissional de saúde.
“Não estamos aqui para substituir os fisioterapeutas, mas para trabalhar lado a lado com estes profissionais, aumentando a capacidade de resposta dos serviços de saúde e facilitando o acesso de mais pacientes à reabilitação”, afirma Silvia Raga, CEO e cofundadora da DyCare.
A responsável considera que a integração no SNS português representa um marco importante para a empresa e para a sua estratégia de tornar a reabilitação digital mais acessível.
Segundo Silvia Raga, a tecnologia pode ajudar a aumentar a capacidade de resposta dos serviços de saúde e a tornar o acompanhamento mais eficiente, contínuo e personalizado, mantendo-se sempre como uma ferramenta ao serviço dos profissionais.
Inteligência artificial ajuda a acompanhar os movimentos dos doentes A plataforma ReHub combina inteligência artificial, análise do movimento e monitorização da evolução clínica para permitir que os pacientes realizem exercícios terapêuticos em casa.
A tecnologia disponibiliza orientações e correções em tempo real, analisa os movimentos e recolhe dados que ajudam os profissionais a avaliar a evolução de cada doente e a adaptar o tratamento às suas necessidades.
Apesar da utilização de inteligência artificial, a responsabilidade clínica continua a pertencer ao fisioterapeuta.
É este profissional que avalia a evolução do paciente, toma as decisões clínicas e orienta o tratamento, utilizando a informação recolhida pela plataforma como apoio ao acompanhamento.
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