Alpine voltará ao A110 a gasolina a pedido de um “amigo”?
O primeiro Alpine A110 saiu da fábrica de Dieppe em 1961, obviamente a gasolina, continuando sempre a evoluir até que em 1973 se sagrou campeão do mundo de ralis, seguindo sempre a máxima da marca, que preferia reduzir o peso a ganhar potência. Em 1977, o último exemplar da 1.ª geração saiu da linha de produção, tendo sido necessário esperar por 2017 para assistir ao nascimento da 2.ª geração, a actual, cujo último exemplar, um A110 R 70 — com motor 1.8 Turbo com 300 cv, anunciando um peso de 1316 kg, 285 km/h e 0-100 km/h em 3,9 segundos — marcou o fim dos Alpine a combustão e o início da preparação para a chegada do A110 eléctrico, que começará a ser entregue a clientes em 2027. Mas, ao que parece, o A110 a gasolina pode não morrer para já .
O novo desportivo a bateria com dois lugares da marca francesa promete ser muito interessante, começando desde logo por usufruir da nova plataforma da marca, a APP (de Alpine Performance Platform ), toda em alumínio, o que aliado à carroçaria, também leve, permite que vise um peso de somente 1400 kg, valor extremamente baixo para um eléctrico. Esta APP serve igualmente o Renault 5 Turbo 3E , um modelo eléctrico de que apenas vão ser fabricadas 1980 unidades, com 540 cv, uma bateria de 70 kWh recarregável a 800V e um peso de 1450 kg, embora o construtor tenha como objectivo perder mais 50 kg até o desportivo chegar ao mercado. Estes valores dão uma ideia do que se pode esperar do A110 eléctrico.
--> O novo desportivo a bateria foi alvo de uma demonstração pública em Goodwood em Julho, como o Observador teve ocasião de noticiar, onde o CEO da Alpine, Philippe Krief, deu uma entrevista à publicação britânica PistonHeads em que avançou que o desenvolvimento do A110 eléctrico será concluído em Outubro e que, nessa altura, saberão ao certo quanto custará desenvolver uma versão a gasolina. Krief realçou ainda que, apesar de o foco da APP ser os veículos 100% eléctricos, tal como foi anunciado na apresentação desta nova arquitectura, talvez por se destinar a modelos de pequena produção, esta plataforma foi projectada para poder acolher também mecânicas a combustão e híbridas.
Além de se prever que os desportivos com motores a combustão vão continuar a ter clientes até ser permitida a sua comercialização em mercados como o europeu (até 2035), a Alpine pretende entrar nos EUA , onde os eléctricos representam somente 6% a 8% das vendas. Daí que este imenso mercado, onde a Alpine nunca esteve presente — nem em qualquer outro no continente americano —, esteja mais interessado num A110 a combustão do que numa versão a bateria. E satisfazer os “amigos” americanos poderá acabar por ser parte da estratégia de crescimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.