Trump ordena ao Pentágono que reduza exercícios com Coreia do Sul
Aliados de longa data, Washington e Seul tinham afirmado que as manobras, com a duração de 11 dias e que envolveriam 18.000 soldados sul-coreanos, visavam reforçar a prontidão contra as ameaças da Coreia do Norte, reiterando serem de natureza defensiva.
Contudo, na sua rede social, Truth Social, Donald Trump declarou hoje à noite que vai "reduzir significativamente" a participação dos Estados Unidos em exercícios militares conjuntos com a aliada de longa data Coreia do Sul devido à sua "ótima relação com Kim Jong-Un", o líder norte-coreano.
Argumentou igualmente que essas manobras militares conjuntas são "não só dispendiosas", como "enviam um sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte, que, "desde que se tornou Presidente, se tem mostrado não-ameaçadora e respeitosa".
"Assim, e considerando que é demasiado tarde para cancelar, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, para reduzir substancialmente os Exercícios Militares Conjuntos!", escreveu Trump.
Esperava-se que as forças norte-americanas e sul-coreanas praticassem operações conjuntas em cenários complexos, incluindo um exercício de fogo real para testar a precisão conjunta da pontaria e das manobras, uma travessia de um desfiladeiro alagado e a distribuição de equipamento militar pré-posicionado, de acordo com os militares norte-americanos.
Um dia antes, Trump publicou uma fotografia sua ao lado de Kim Jong-Un, comentando quão bem os dois se dão, "apesar da expressão hostil nesta foto em particular".
O Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano classificou o treino conjunto entre Estados Unidos e Coreia do Sul como "um ensaio para uma guerra agressiva" que está a desencadear um nível diferente de instabilidade na região.
No seu primeiro mandato presidencial, Trump encontrou-se três vezes com o líder norte-coreano para discutir o programa nuclear de Pyongyang, a mais recente das quais em 2019.
Desde que regressou ao cargo, em janeiro de 2025, Trump manifestou interesse em prosseguir essas conversações.
"Vamos interromper os jogos de guerra, o que nos poupará uma enorme quantidade de dinheiro, a menos que ou até que vejamos que as futuras negociações não estão a progredir como deveriam", declarou Trump aos jornalistas após o seu encontro com Kim Jong-Un em Singapura, em 2018.
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