Elevador da Glória. Vítimas e famílias afetadas sentem-se “esquecidas” pela Câmara de Lisboa
Vítimas e famílias afetadas pelo descarrilamento do elevador da Glória revelaram, numa carta aberta, que se sentiram “esquecidas” pela Câmara de Lisboa ao longo deste ano, referindo que “o único contacto direto” foi para a inauguração do memorial, que decorreu esta quinta-feira, 3 de setembro.
“Um ano depois, continuamos à espera de respostas, apoio e responsabilização” , lê-se numa carta aberta de vítimas e famílias afetadas pelo acidente com o elevador da Glória, escrita em inglês e endereçada à comunicação social, e a que a agência Lusa teve acesso esta quinta-feira.
Assinalando um ano desde o descarrilamento do elevador da Glória, que ocorreu a 3 de setembro de 2025 e provocou 16 mortos e 24 feridos, sobretudo turistas estrangeiros, familiares das vítimas mortais e sobreviventes do acidente reforçaram que há “uma dor que ainda não desapareceu” .
“Um ano depois, nós, as vítimas e as famílias afetadas, sentimos que precisamos de falar.
Sabemos que a investigação ainda está em curso e que respostas verdadeiras levam tempo.
Não estamos a pedir a ninguém que se apresse ou que tire conclusões antes de os factos serem conhecidos.
O que estamos a pedir é muito mais simples: comunicação, transparência, apoio, responsabilização” , lê-se na carta aberta.
"Nunca os esqueceremos".
Moedas inaugura memorial às vítimas do elevador da Glória após denuncia de "um ano de silêncio" Para a maioria das vítimas e famílias afetadas, este primeiro ano desde o acidente não foi apenas dedicado ao luto: “Foi também sobre não saber, esperar por informações que nunca chegam e sentir que ninguém está realmente a falar connosco.” “Isto tem sido especialmente difícil para as famílias que vivem fora de Portugal.
Durante um ano inteiro, muitas de nós receberam apenas uma comunicação direta por parte da Câmara Municipal de Lisboa: um convite para a inauguração do memorial.
Compreendemos a importância do memorial e estamos gratos por as vítimas estarem a ser lembradas.
Mas, quando esse convite é essencialmente o único contacto direto que tivemos da cidade em 12 meses, é difícil não sentir que fomos esquecidos” , expressaram.
De acordo com as vítimas e famílias afetadas, esse convite também mencionava que não estariam presentes jornalistas, por respeito à privacidade dos familiares.
“Compreendemos a intenção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.