79% dos inquiridos querem mais ação para proteger os oceanos
A grande maioria (oito em cada 10, ou 79%) dos participantes num inquérito sobre sustentabilidade quer ações mais rápidas dos governos para proteger os oceanos, indica uma análise envolvendo 20 países hoje divulgada.
A propósito da cimeira da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre biodiversidade, que começa na próxima segunda-feira em Erevan, na Arménia, o inquérito mostrou a preocupação com a saúde dos oceanos, numa altura em que também mais de 130 organizações não governamentais, representando povos indígenas, cientistas e movimentos juvenis apelou a ações mais rápidas.
As organizações, representando dezenas de milhões de pessoas, alertam para o facto de o mundo não estar no bom caminho para atingir a meta global de proteger e conservar pelo menos 30% do oceano até 2030 (30x30) e lançam um apelo global aos governos para que acelerem a implementação.
Participaram nesta análise o Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Argentina, França, Alemanha, Itália, Espanha, África do Sul, Nigéria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Índia, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Indonésia.
O apelo, segundo um comunicado hoje divulgado, surge na sequência das recentes conclusões do Relatório Global da Convenção sobre Diversidade Biológica de avaliação do progresso de proteção de 30% dos oceanos até 2030.
No documento, é referido que cerca de 10% do oceano está atualmente designado como protegido ou conservado, enquanto os compromissos nacionais existentes aumentariam este valor para apenas 12% até 2030.
Atualmente, apenas 3,5% do oceano está avaliado como efetivamente protegido.
Os signatários da sociedade civil avisam que "a implementação continua a ser insuficiente e desigual" e que "sem uma mudança radical na escala e no ritmo da ação, o compromisso 30x30 não será cumprido no oceano".
Instam os governos a acelerar a proteção dos oceanos, reforçar a gestão e a fiscalização das áreas protegidas já existentes, respeitar os direitos e a liderança dos povos indígenas e das comunidades locais, e a mobilizar o financiamento necessário para alcançar resultados duradouros na conservação.
Fazendo eco da exigência pública de proteção que funcione na prática, os signatários afirmam: "Uma área protegida ou conservada deve ter proteção real – proteção que proporcione os resultados pretendidos para a natureza e para as pessoas cujas vidas e meios de subsistência dependem de um oceano saudável".
Os resultados do inquérito, no qual Portugal não participou, revelam fortes expectativas públicas de que os governos reduzam este fosso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.