Parlamento da Gronelândia rejeita exploração mineira e em águas profundas
O parlamento da Gronelândia aprovou hoje por unanimidade uma proposta que exige ao governo a elaboração de uma lei que proíba a exploração mineira e a exploração de águas profundas até ao final de 2029.
O Fundo da Vida Selvagem (WWF, na sigla em Inglês) Dinamarca saudou a decisão como "um passo importante na boa direção", tanto quanto "os conhecimentos científicos sobre as consequências potenciais da exploração mineira em água profundas para o ambiente marinho ainda são limitados".
Os habitantes deste território autónomo receiam as consequências que pode ter a exploração mineira no mar alto sobre o ambiente. A pesca é o pilar da economia da Gronelândia, enquanto a caça tem um papel crucial para a subsistência de numerosas comunidades locais.
Mas os minerais inexplorados que estariam sob o solo e nos fundos marinhos da vasta ilha ártica - suscetíveis de terem um papel crucial em numerosas industrias tecnológicas e de defesa - são também considerados como um possível trampolim para a independência da ilha, desejada por uma maioria dos 57 mil habitantes.
Graças à proposta aprovada, o governo pode prolongar a moratória por períodos de dois anos.
"Com esta decisão, a Gronelândia tem a ocasião de enviar um sinal forte: a proteção do oceano, da Natureza e dos nossos meios de subsistência deve ser levada a sério quando somos confrontados com novas formas de exploração dos recursos marinhos", realçou o WWF.
O voto de quinta-feira ocorreu no dia seguinte a declarações de Donald Trump, que disse que a exploração de petróleo, gás e minerais estava em vias de começar na Gronelândia, sem mencionar o mar alto.
A Gronelândia suspendeu a atribuição de novas autorizações de exploração petrolífera e gasífera em 2021.
Nenhuma perfuração para petróleo ou gás à escala industrial foi feita neste território.
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