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Rússia já importa combustível da Coreia do Sul e da Turquia devido aos ataques da Ucrânia

Diário de Notícias ·
Rússia já importa combustível da Coreia do Sul e da Turquia devido aos ataques da Ucrânia

A Rússia foi obrigada a alargar o número de países de onde importa combustível para fazer face aos ataques ataques ucranianos contra refinarias e outras instalações petrolíferas de Moscovo, segundo um novo relatório do think tank Centro de Investigação em Energia e Ar Limpo (CREA) , publicado esta quinta-feira, 10 de setembro.

As importações de petróleo dispararam para 172 mil toneladas métricas em agosto, "mais de sete vezes o recorde mensal anterior", segundo aponta o relatório do CREA.

"Os ataques ucranianos à capacidade de refinação da Rússia inverteram a situação daquele que já foi o maior exportador mundial de produtos petrolíferos, levando o país a começar a importar combustíveis", declara a análise deste think tank .

Em agosto já havia sido noticiado que Moscovo, além dos seus aliados Bielorrúsia e Cazaquistão, tinha começado a importar combustível da Índia.

Agora, o CREA indica que a Rússia teve também de recorrer à Coreia do Sul e à Turquia para fazer face à escassez de combustível.

"A Rússia foi forçada a importar combustível da Coreia do Sul e a recomprar gasolina refinada a partir do seu próprio crude na Índia", pode ler-se no relatório, que nota também que a Turquia "parece ter começado a enviar gasolina para a Rússia, com as primeiras cargas a chegarem em setembro de 2026".

O relatório do Centro de Investigação em Energia e Ar Limpo refere ainbda que "as receitas da Rússia com a exportação de petróleo bruto por via marítima caíram 13%", notando que os ataques de drones ucranianos afetaram as operações do terminal de Sheskharis, reduzindo os envios em Novorossiysk em 58% em relação ao mês anterior.

"As atividades de carregamento no porto de Novorossiysk foram interrompidas durante nove dias consecutivos, a paralisação mais longa desde o início da invasão em grande escala pela Rússia", refere o mesmo documento.

É ainda referido que o porto de Tuapse — o quarto maior porto russo de exportação de produtos petrolíferos antes da invasão em grande escala —, que tem vindo a sofrer ataques constantes de drones desde maio, não realizou o embarque de qualquer carga de produtos petrolíferos pelo terceiro mês consecutivo.

"A receita proveniente da exportação de produtos petrolíferos por via marítima — contabilizada no momento do desembarque nos portos de destino — registou uma quebra acentuada de 32% face ao mês anterior, atingindo os 78 milhões de euros por dia; este é o nível mais baixo desde o início da invasão em grande escala", diz também o relatório do CREA.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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