Organização da Meia Maratona do Porto "exemplar". Internados a recuperar
"Os cinco atletas internados estão desentubados, a respirar por si, o que significa que está a correr bem. Há apenas um caso um bocado mais complicado, mas com expectativa positiva", disse o fundador e um dos responsáveis pela Run Porto, que organizou a corrida.
Com a prova disputada sob temperaturas a rondar os 30 graus, foram muitas as situações em que as equipas médicas tiveram de atuar, durante o percurso e após a meta, com o responsável a garantir que só uma "organização de excelência" conseguiu mitigar maiores problemas, "que poderiam ter resultado até em mortes, como já aconteceu em várias provas em Portugal".
Garante que a equipa da Run Porto tem "acompanhado permanentemente a situação dos internados" e que, de forma oficiosa, tem indicações de que os dois elementos internados no Hospital São João "poderão eventualmente passar já o fim de semana em casa".
Fonte da unidade hospitalar disse à Lusa que os dois participantes "continuam no serviço de medicina intensiva, onde se encontram a evoluir favoravelmente".
No caso dos três internados no hospital Santo António, revelou que o paciente venezuelano "já enviou email a agradecer todo o apoio, sinal de que está consciente e quase bem".
Quanto ao atleta galego da Corunha, a ajuda fornecida tem chegado inclusivamente à família, à qual a organização tem dado apoio psicológico e logístico "para poderem acompanhar a situação de perto sem terem de se preocupar com mais nada".
"A evolução é favorável, pensamos que vamos ter mais uma vez um final feliz, mas não consigo dizer mais do que isto", sintetizou.
Já do hospital Santo António, revelaram à Lusa que "um dos doentes encontra-se já em enfermaria convencional, enquanto os outros dois doentes permanecem no Serviço de Cuidados Intensivos, sendo que um deles apresenta prognóstico reservado".
Às duvidas que se têm levantado quanto às condições da organização, respondeu com números, sobretudo com uma equipa de 76 elementos que inclui médicos, enfermeiros, técnicos de emergência, Cruz Vermelha, bombeiros e outra logística.
Foram 16 médicos escalados, quatro dos quais com trabalho em unidades de cuidados intensivos – "foram decisivos na resposta, pois quem foi para o hospital já foi entubado" -, três equipas medicas motorizadas, um posto médico avançado na meta com equipamento "equivalente a uma sala de emergência de um grande hospital e que assistiu mais de 300 pessoas", havendo ainda "14 ou 15 ambulâncias de apoio".
Jorge Teixeira diz que "golpes de calor" estiveram na origem dos problemas, não a falta de hidratação, revelando que foram distribuídas 90.000 garrafas de água.
"Uma pessoa pode estar hidratada e recebe um golpe de calor, e o seu corpo deixa de transpirar. Não foi a hora e também não foi o calor, porque 30 graus não é calor extremo.
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