Navio afundou após embater em mina no estreito de Ormuz
Um navio afundou-se depois de embater numa mina no estreito de Ormuz, anunciou hoje a Guarda Revolucionária iraniana, um dia depois de ataques contra outros quatro navios nesta via marítima.
"Um navio porta-contentores em situação irregular, que tentava atravessar o estreito de Ormuz utilizando uma rota não autorizada e perigosa, atingiu uma mina que explodiu", anunciou a marinha da Guarda Revolucionária, a poderosa força armada do Irão, num comunicado.
Após um incêndio, o navio, que transportava mais de 2.500 contentores, afundou-se nas águas a sul do estreito de Ormuz, afirmou a Guarda.
O Irão reivindica o controlo desta via estratégica — por onde transitava, antes da guerra entre Teerão e Washington, um quinto do petróleo mundial — e tem frequentemente como alvo os navios que tentem passar sem a sua autorização.
Imagens divulgadas pela Guarda mostram uma coluna de fumo negro a subir de um navio, enquanto dezenas de contentores que caíram ao mar flutuavam à superfície.
Na terça-feira, um navio porta-contentores de 50 mil toneladas e outro de 19 mil toneladas foram atingidos, cada um, "por um projétil de origem desconhecida", segundo a agência de segurança marítima britânica UKMTO.
A agência tinha também reportado, na terça-feira, ataques contra um petroleiro e um porta-contentores, sem especificar se houve danos ou vítimas.
A empresa britânica Vanguard reportou ataques a quatro navios, identificados como GFS Pride e GFS Giselle [ambos com bandeira de Singapura], Alfonso [com bandeira dos Barbados] e Al-Saadiyat [com bandeira das Ilhas Marshall].
Segundo a Vanguard, o navio porta-contentores GFS Pride afundou, enquanto o destino do navio-tanque Alfonso permanece desconhecido.
Os outros dois seguiram viagem.
Antes da guerra contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, a travessia do estreito de Ormuz decorria sem incidentes e não necessitava de autorização.
Teerão alega agora motivos de segurança e soberania.
Em represália a este bloqueio de passagem, Washington impõe um bloqueio naval aos portos iranianos e escolta navios-tanque, cujo número tem vindo a aumentar ao atravessar o estreito de Ormuz.
Esta semana, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, almirante Ali Ozmai, alertou que qualquer navio que desativasse os seus sistemas de navegação seria considerado "hostil" e estaria sujeito a represálias.
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