Madagáscar. Ravalomanana condenado a dez anos de trabalhos forçados
E m setembro do ano passado, um coletivo de jovens, maioritariamente da "Geração Z" - pessoas nascidas entre 1997 e 2012 - , promoveu um conjunto de manifestações contra os cortes incessantes de água e eletricidade. Os protestos, segundo as Nações Unidas (ONU), resultaram em pelo menos 22 mortos e em mais de uma centena de feridos.
A adesão de militares ao movimento de descontentamento, cerca de duas semanas depois, levou à fuga do então Presidente, Andry Rajoelina, num voo fretado pela França, e à tomada do poder pelo coronel Michaël Randrianirina, que se tornou o novo homem forte da ilha do oceano Índico.
Richard Ravalomanana foi destituído do cargo em dezembro e, em 18 de janeiro, detido preventivamente.
Atualmente, Madagáscar continua a ser governado por um militar e a "Geração Z", em particular, permanece preocupada com a transição política.
Seis jovens foram detidos após um apelo à manifestação em 10 de abril, para protestarem contra a lentidão das reformas institucionais e o combate insuficiente à corrupção. Vários permaneceram sob custódia durante mais de dez dias, uma vez que o motivo da detenção - "atentado à segurança do Estado" - permite mantê-los detidos até 15 dias.
O coronel Michaël Randrianirina acusa estes manifestantes de receberem "dinheiro de alguns políticos", bem como de "financiamento do estrangeiro".
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