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Primeira parte secou o Rio Ave, segunda foi para treinar a jogar (crónica)

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Primeira parte secou o Rio Ave, segunda foi para treinar a jogar (crónica)

Um jogo desequilibrado em tudo, sobretudo na atitude dos conjuntos: o grande jogou com a humildade do pequeno; o pequeno (com o devido respeito) nunca percebeu o significado do emblema que tinha ao peito, aquilo que ergueu e manteve o clube na ribalta, o que foi a matriz muito própria do Rio Ave. Ir a Vila do Conde, ganhando, empatando ou perdendo, foi, historicamente, uma dor de cabeça para os maiores clubes, desde o tempo do pelado dos Arcos. Porque a equipa da casa baseava-se no espírito de Caxinas, bairro piscatório da cidade, onde a luta contra os elementos é o ganha pão, forjando-se um espírito indómito de antes quebrar que torcer.

Haverá alguma semelhança entre esta sociedade das nações arregimentada por Marinakis e a equipa em que os rioavistas se reviam? Nenhuma, nem por coincidência. Os futebolistas que representam Vila do Conde são ‘fofinhos’, não fazem faltas, metem o pé devagarinho (via o jogo e lembrava-me de Paulinho Santos), jogam demasiado longe uns dos outros e, francamente, não se revoltam contra a marcha adversa do marcador. Quando enfrentam uma equipa como o Sporting , em vez de serem o cardo cheio de picos que era impossível de engolir, são um pastel de nata que se traga de uma só vez, doce, estaladiço, que dá vontade de repetir. Poder-se-ia dizer que o Sporting fez uma exibição excecional, mas os leões nem precisaram de meter o prego a fundo. Bastou-lhes colocar as peças nos lugares certos e aproveitar os espaços que a (des)organização do Rio Ave lhes oferecia entre linhas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.abola.pt — o conteúdo pertence a A Bola.

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