A nuance que faz toda a diferença no clássico do Dragão
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Nem tudo é igual, há muitos pontos de contacto. Quando FC Porto e Benfica se encontraram no Dragão para o Campeonato na última temporada, à oitava jornada, os dragões só tinham vitórias como acontece agora e até o saldo de golos parecia tirado a papel químico (de 15-1 para 15-2 com seis rondas disputadas), ao passo que os encarnados, que entretanto tinham trocado Bruno Lage por José Mourinho, levavam já dois empates que impediam que um triunfo no clássico valesse a liderança da prova. Agora, essa é a diferença. Com Marco Silva, e depois de uma igualdade no arranque diante do Ac. Viseu, o conjunto da Luz somou por triunfos as cinco partidas disputadas, leva uma média de 3,5 golos e depende de si para saltar para o topo isolado da Primeira Liga. É esse o grande aliciante do primeiro jogo grande da época em Portugal (domingo, 20h30).
O FC Porto teve a melhor reação possível ao desaire com o Manchester City na estreia na Champions, com uma goleada em Rio Maior frente ao Casa Pia com contornos de “vingança” pela única derrota na prova em 2025/26 . Já o Benfica, que resolveu apenas a receção ao Gil Vicente nos últimos minutos com o génio de Prestianni de novo a fazer a diferença , mostrou em San Siro o grande momento que atravessa : trocou quase toda a equipa, deu oportunidade a outros nomes para lutarem por mais minutos e venceu o AC Milan de Ruben Amorim (que começa de novo a ficar com vida mais apertada em Itália ). Aliás, melhor estreia dos conjuntos nacionais na Liga Europa era impossível, com o Torreense a fazer mais história naquela que foi a estreia em provas da UEFA com mais um triunfo inesperado na Noruega por 2-1 frente ao Lilleström .
Já o Sporting sabe que, qualquer que seja o cenário final do clássico, nunca irá assumir a liderança depois de mais um deslize fora frente ao Famalicão. E o filme teve tudo menos capítulos “novos”: controlo do jogo em posse com algumas oportunidades, um momento de eficácia na finalização, a habitual tremideira na altura de gerir a vantagem, o empate nos descontos com mais um golo no mínimo caricato . Segue-se agora uma receção ao Arouca em Alvalade, no sábado (20h30), com aquilo que pode ser uma notícia má no futuro ou boa para encontrar a redenção : só até ao final da primeira volta do Campeonato, no início de janeiro, os leões vão jogar como visitantes em Braga, em Rio Maior com o Casa Pia, no Dragão, em Barcelos e na Luz…
Segue-se uma paragem para compromissos nas seleções, com Jorge Jesus a divulgar esta sexta-feira a sua primeira convocatória por Portugal na antecâmara dos quatro primeiros encontros da Liga das Nações com País de Gales (quinta-feira, 19h45), Noruega (dia 27 em Oslo, a 4 de outubro no Dragão) e Dinamarca (1 de outubro) .
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