Imigração trava e ordens para sair disparam: retrato da imigração em cinco números
O Relatório de Migrações e Asilo 2025 da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) aponta para uma estabilização das novas entradas em território nacional e um aumento da fiscalização, com as notificações para abandono voluntário do país a dispararem.
O análise da AIMA mostra também uma forte queda na concessão de títulos de residência por reagrupamento familiar e nos pedidos de asilo.
O Governo tem vindo a aumentar as restrições à imigração , com o fim das manifestações de interesse em 2024 e uma legislação mais apertada para obter a nacionalidade.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado para as Migrações, Rui Armindo Freitas, afirmou que os números mostram um “inversão clara” e são o resultado de uma política “que tinha um objetivo claro de ter os caminhos regulares, os caminhos para uma imigração com regras claras”.
2,7% O crescimento da população estrangeira residente travou a fundo em 2025 , segundo o Relatório de Migrações e Asilo 2025 da AIMA.
Depois de aumentar 31,4% em 2023 e 18,3% em 2024, no ano passado a evolução foi de apenas 2,7% , para um total de 1.585.854 residentes.
Entre 2021 e 2025, a população estrangeira mais do que duplicou, aumentando em cerca de 871 mil pessoas .
No entanto, a expansão rápida deu lugar à “estabilização das novas entradas em território nacional e a consolidação de uma comunidade estrangeira estruturalmente integrada na vida económica e social do país”, salienta a AIMA.
O Brasil tem, de longe, a maior comunidade em Portugal , com 493.622 residentes contabilizados pela AIMA no final de 2025, o equivalente a 31,1% do total.
A mudança mais relevante na composição é a subida de Angola para segunda maior comunidade, com um total de 99.050 residentes.
A Índia com 91.405 residentes, a Ucrânia com 84.889 e Cabo Verde com 71.005 completam o ‘top’ cinco.
54,8% A concessão de títulos de residência aumentou 54,8% em 2025 para 337.880, fixando um novo máximo da série .
Um salto que não reflete um aumento dos fluxos migratórios, mas “a capacidade da AIMA para recuperar processos pendentes” de anos anteriores, aponta o relatório.
“O segundo semestre de 2024 e o início de 2025 representaram um período de enorme complexidade operacional, com a resolução de um volume histórico de processos pendentes que gerou um volume de atendimentos muito superior ao registado em anos anteriores”, salienta Pedro Portugal Gaspar, que e stá de saída da presidência da AIMA para integrar a administração da Autoridade da Concorrência .
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