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Da energia à defesa: onde estará o negócio dos advogados até 2030?

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Da energia à defesa: onde estará o negócio dos advogados até 2030?

Energia, infraestruturas, defesa, tecnologia e até educação e saúde são alguns dos setores da economia que os advogados consideram que irão gerar mais procura por serviços jurídicos em Portugal até 2030.

No caso do setor energético, o diretor de Business Development (BD) da Morais Leitão, Frederico Gardete Correia, considera que continuará a ser “absolutamente central”.

“As perspetivas económicas e os instrumentos de política pública já aprovados apontam nessa direção: o Plano Nacional Energia e Clima 2030, a Estratégia Nacional para o Hidrogénio e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica consagram metas ambiciosas de descarbonização, aumento da quota de energias renováveis e reforço da eficiência energética, alinhadas com o Pacto Ecológico Europeu e com o objetivo de neutralidade carbónica”, refere.

Segundo Frederico Gardete Correia, estas metas implicam investimentos “muito significativos” em geração renovável, redes, armazenamento, mobilidade elétrica e novos vetores energéticos , como o hidrogénio verde, “com a criação de um verdadeiro cluster industrial em torno da energia”.

“Estima-se, aliás, que o investimento associado a estes projetos atinja vários milhares de milhões de euros até 2030 , o que, inevitavelmente, se traduz em trabalho jurídico intensivo em regulação, contratação pública, financiamento, ambiental e societário”, acrescenta.

Também o setor da tecnologia e infraestrutura digital é apontado como um “eixo central”, sobretudo data centers , inteligência artificial (IA), cibersegurança, conectividade e economia dos dados.

“Portugal está a posicionar-se como hub estratégico, beneficiando da localização, cabos submarinos, energia renovável e investimento europeu em IA”, explica a managing partner da Abreu Advogados Inês Sequeira Mendes.

“O terceiro eixo será infraestruturas, imobiliário e turismo, incluindo grandes projetos como o novo aeroporto, a terceira travessia do Tejo, a alta velocidade ferroviária e a modernização da rede ferroviária.

Estes projetos vão gerar procura em contratação pública, PPP, ambiente, financiamento, urbanismo, imobiliário e contencioso, entre outros”, acrescenta.

Carlos Vaz de Almeida, managing partner da Pérez-Llorca, considera também que o setor do imobiliário continuará a ser um dos motores da economia e da atividade transacional em Portugal.

“Para além da habitação, deverão permanecer ativos a hotelaria, o retalho, a logística e os vários formatos de living , em particular residências de estudantes, senior living e flex living .

A escassez de oferta, as alterações demográficas, o turismo, o crescimento do comércio eletrónico e a entrada de investidores especializados deverão continuar a sustentar a procura”, assume.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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