A história de um Picasso que desapareceu sem deixar rasto
Haverá quem sonhe em roubar uma obra de arte de um museu.
Exercício de estilo e de adrenalina teórico.
E há quem trace um plano para o fazer e execute o mesmo na perfeição.
Esta prática não é de hoje, embora neste último ano tenha sido notícia recorrente na imprensa, com destaque para o ousado roubo de joias da coroa francesa do Museu do Louvre, em outubro de 2025.
Não vamos aqui deslindar roubos de obras de arte, mas sim revisitar o dia em que um Picasso desapareceu sem deixar rasto.
Na manhã de 6 de fevereiro de 1961, um estudante de pós-graduação da Universidade de Pittsburgh, EUA, reportou o desaparecimento da pintura “Femme dans un fauteuil” (1918) do edifício da União de Estudantes.
A pintura a óleo tinha sido emprestada pela Fundação Solomon R.
Guggenheim para uma exposição no semestre de outono e deveria ser devolvida no final desse mês.
A escola reportou o roubo ao Departamento da Polícia de Pittsburgh e o FBI foi chamado a investigar.
A imprensa noticiou o caso, uma e outra vez.
Foram notificadas diversas instituições norte-americanas e divulgou-se uma recompensa por informações.
Nada aconteceu.
Silêncio total.
Volvidas seis décadas, mais concretamente em agosto deste ano, o Guggenheim interpôs uma ação judicial no Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, com vista à recuperação da pintura de Picasso.
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