Governo abre caminho a linha de montagem dos Super Tucano em Beja
A deliberação hoje aprovada em Conselho de Ministros constitui um novo passo no projeto anunciado pelo Governo para a instalação em Beja de uma unidade de produção dos Super Tucano, depois de, em dezembro do ano passado, ter sido assinada uma carta de intenção entre o Ministério da Defesa Nacional e a Embraer para a abertura de uma fábrica desta aeronave.
Em abril, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, tinha afirmado que o Governo estava a dar "passos largos" para instalar em Beja uma fábrica da construtora aeronáutica brasileira Embraer para produzir estas aeronaves militares.
Na altura, Nuno Melo indicou que a expectativa era concretizar o projeto até ao final deste ano, seguindo-se obras de adaptação de infraestruturas, nomeadamente de um edifício já identificado na base militar de Beja, para instalação da linha de produção.
O ministro tinha então evitado esclarecer se a unidade ficaria dentro da base aérea de Beja (BA11) ou em terrenos contíguos, junto ao terminal civil do aeroporto de Beja, limitando-se a indicar que ficaria "no perímetro da Base de Beja", junto a instalações que tinham sido anteriormente pensadas para a produção de aeronaves.
O projeto está associado à relação já existente entre Portugal e a Embraer, que detém uma participação na OGMA -- Indústria Aeronáutica de Portugal e tem em Portugal um centro de engenharia. A empresa brasileira participa também na produção dos aviões militares KC-390, parte significativa da qual é realizada em Portugal.
Em 17 de dezembro do ano passado, nas instalações da OGMA, em Alverca, o ministro da Defesa Nacional e o presidente empresa brasileira Embraer assinaram uma carta de intenção para a abertura de uma fábrica de aeronaves Super Tucano em Beja, na cerimónia que assinalou a entrega dos primeiros cinco aviões desta categoria.
A cerimónia assinalou a entrega pela Embraer SA à Força Aérea Portuguesa (FAP) das primeiras cinco A-29N Super Tucano de um total de 12, com entrega total prevista durante os próximos dois anos.
A concretização da unidade de Beja, como tinha explicado o ministro, poderá reforçar a componente industrial e tecnológica do setor aeronáutico português, com o Governo a apontar anteriormente para a criação de emprego qualificado e para o reforço do 'cluster' aeronáutico no país.
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