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No país do 7, AG levantou o braço em nome do céu

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No país do 7, AG levantou o braço em nome do céu

Há quem ande às voltas nas voltas que a vida dá. Há quem aproveite a Volta que a vida lhe dá para mostrar que também é um vencedor. Foi nas voltas desta Volta que Alexis Guerin se transcendeu para conquistar a vitória mais importante da sua carreira aos 34 anos. Mas também foi nas voltas desta Volta que um menino de 19 anos deixou todo um pelotão em lágrimas e pintou a camisola mais desejada por todos de um negro que demorará a passar — se é que algum dia vai passar. Quis o destino que, num ano que serviu de recomeço para quase todos os envolvidos — o francês da Anicolor-Campicarn, a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e Emesports —, a morte de Finlay Tarling deixasse aberta uma enorme ferida na principal prova velocipédica do país.

Local “sem militares” por não priorização, “conjugação de fatores” e condutor “em choque”: o que se sabe sobre o acidente de Tarling

Sexta-feira, 14 de agosto, 15 horas. Foi à hora habitual que arrancou mais uma transmissão da RTP que era aguardada com uma enorme expetativa. Afinal, faltavam apenas três etapas para o fim da 87.ª edição da Volta a Portugal e a luta pela vitória estava um tanto ou quanto em aberto. Como também é habitual, a emissão da estação pública arrancou com as melhores imagens do dia anterior, recolhidas pela organização da prova, e foi aí que saltou à vista um jovem no alto dos seus 1,86 metros a subir ao pódio para confirmar a sua presença, de costas, com o dorsal 46 bem à mostra. Era Finlay Tarling. Cerca de um minuto depois, as primeiras imagens da chegada a Fafe mostravam um céu pintado de cinzento como ainda não se tinha visto nesta Volta.

Sabe-se agora que o acontecimento trágico se deu cerca de uma hora antes — importa realçar que a RTP teve acesso à informação do acidente poucos minutos depois, divulgando a notícia quando teve a confirmação da mesma —, à passagem pela freguesia de Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima. Foi por volta das 15h30 que Finlay Tarling embateu de frente com uma carrinha que circulava dentro da corrida, no sentido inverso ao do pelotão. Nessa altura, o galês da NSN Development Team procurava reentrar no pelotão depois de um problema mecânico, com o acidente a dar-se numa curva fechada para a esquerda, em descida, ao quilómetro 85,3 de uma oitava etapa com um total de 166,8. A partir daí, os últimos 22 quilómetros foram neutralizados e a Volta a Portugal entrou num clima de luto que se alastrou um pouco por toda a sociedade e cruzou fronteiras.

Esta não foi a primeira vez que a Grandíssima ficou marcada por acontecimentos trágicos, já que, no início de agosto de 1958, os espanhóis Raúl Motos e Joaquín Polo, da equipa Licor 43, morreram na segunda etapa devido a grave golpe de calor e desidratação provocados pelas elevadas temperaturas que se faziam sentir na altura, havendo quem reporte que os termómetros rondaram os 50ºC durante essa vaga de calor extremo que chegou ao ciclismo. Motos, que tinha 25 anos, viria a morrer durante a etapa, ao passo que Polo, de 20 anos, viria a morrer no hospital depois de ter colapsado em Santarém.

????Tal día como hoxe en 1958 os ciclistas Raúl Motos e Joaquín Polo falecían por insolación na Volta a Portugal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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