As notícias das 10h
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Vamos às notícias, edição das 10 com Luís Soares. Pedro Passos Coelho pede ousadia à governação de Luís Montenegro, ao mesmo tempo que diz desejar sorte e sucesso ao atual chefe de governo.
O antigo líder social-democrata e antigo primeiro-ministro esteve ontem numa conferência sobre fé, em Lisboa. Falou aos jornalistas à margem deste evento, nomeadamente voltou a avaliar a governação da AD, respondeu igualmente às mais recentes declarações de Leonor Beleza, vice-presidente do PSD, que disse não compreender as críticas que Pedro Passos Coelho faz a Luís Montenegro. O ex-primeiro-ministro diz que cada um tem direito à sua opinião. Hugo Fortunato de Oliveira.
Depois de ter feito críticas e de ter sido criticado, Passos Coelho responde.
Respeito que as pessoas possam ter outras opiniões e às vezes até alguma incompreensão, admito isso. Tenho estima pela doutora Leonor Beleza e reconheço que ela pode ter o seu direito de pensar de outra maneira. Mas da mesma forma que essas pessoas podem ter uma opinião diferente, eu também posso ter as minhas e, portanto, isso é a coisa mais natural do mundo.
O antigo primeiro-ministro social-democrata que rejeita mal-estar com o partido.
Eu sou do PSD e, portanto, não ando em aventuras de fazer partidos, nem coisas dessas. Não sinto nenhuma necessidade disso, nem de estar a estimular, nem a apoiar qualquer coisa parecida com essa.
Mas o futuro, como eu digo, sempre chega e quando pensamos pouco nele, depois às vezes não gostamos daquilo que temos. Era importante que ousasse mais nessa matéria e, portanto, oferecesse às pessoas boas razões para acreditar que se hoje não têm as condições que são necessárias para fazer as reformas que são precisas, então, se calhar, vamos ter de lhas dar no futuro.
O que eu desejo é que ele possa, apesar das circunstâncias difíceis, ser bem-sucedido.
Depois de quase três horas a falar sobre fé, Passos Coelho termina a depositar fé no PSD de Luís Montenegro.
Hugo Fortunato de Oliveira, que escutou as declarações de Pedro Passos Coelho ontem à noite. O ex-primeiro-ministro tem sido crítico na governação da AD. Veio pedir já por diversas ocasiões coragem ao governo para fazer reformas.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde quer aplicar taxas moderadoras e sistemas de checkout para evitar fugas a pagamentos. O objetivo é evitar o chamado turismo de saúde.
São algumas das recomendações que a Inspeção-Geral faz aos hospitais e também à administração central do sistema de saúde. O objetivo é evitar a prestação de cuidados de saúde a cidadãos não residentes de graça no SNS. Em resposta à Observador, a Inspeção-Geral revela propostas que já fez às unidades do SNS, além das taxas moderadoras e dos sistemas de checkout à saída do hospital. A entidade recomenda ainda que se tornem públicos os valores de dívidas de cidadãos estrangeiros atendidos nos hospitais públicos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.