Preço do jet fuel volta a disparar e TAP é a menos protegida
A nova escalada na guerra entre os Estados Unidos e o Irão, o avanço dos rebeldes hutis no controlo do Estreito de Bab el-Mandeb e o ataque a um oleoduto saudita fizeram disparar a cotação do petróleo, puxando também pelo preço dos destilados, como o jet fuel .
Um desenvolvimento negativo para a TAP, que conta com uma proteção contra a subida do custo do combustível inferior às restantes companhias europeias.
A subida do preço do querosene usado na aviação tem sido uma dor de cabeça para a aviação desde que começou o atual conflito no Médio Oriente.
Depois de aliviar dos máximos históricos registados no início de abril, a cotação está de novo em alta.
Desde meados de junho já disparou 76% , segundo os últimos dados disponibilizados no site da Platts, referentes à quinta-feira passada.
A alta do preço do jet fuel já penalizou as contas das transportadoras aéreas no segundo trimestre.
Foi o caso da TAP, que viu a fatura disparar 52,4% no segundo trimestre para 370,2 milhões de euros, o equivalente a quase metade (48%) dos gastos totais .
O salto foi determinante para o prejuízo operacional de 47,6 milhões averbado entre abril e junho.
Prejuízo da TAP dispara para quase 100 milhões no semestre Ler Mais Os custos com combustível vão voltar a pressionar os resultados do terceiro trimestre — habitualmente o melhor período para o negócio da TAP por apanhar o pico do verão.
Até porque a companhia portuguesa continua especialmente vulnerável a esta tendência, apresentando um nível de proteção contra a subida do preço do jet fuel de 50% .
O chamado hedging funciona como um seguro financeiro contra oscilações do preço.
A TAP até tem vindo a aumentar a percentagem das necessidades de combustíveis que está coberta — era de 40% no início do ano — mas apresenta níveis inferiores aos das principais companhias europeias , segundo dados recolhidos para o ECO pelo analista financeiro Nuno Esteves (ver gráfico).
“Esta menor proteção deixa a companhia aérea mais exposta à permanência dos preços em níveis elevados ou a novas subidas, aumentando a sensibilidade dos custos de combustível e, consequentemente, da sua rentabilidade operacional”, observa o especialista.
A transportadora portuguesa reconhece nas demonstrações dos resultados do segundo semestre que “ eventuais variações acentuadas do preço do jet fuel após 30 de junho de 2026 poderão vir a ter um impacto significativo nos resultados do Grupo, nomeadamente, as provocadas por conflitos geopolíticos tais como o do Médio Oriente, iniciado em fevereiro de 2026″.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.