Dia Nacional de Espanha marcado por contestação a Sánchez e crise em Ceuta
O Dia Nacional de Espanha, que se celebra esta segunda-feira, está a ser marcado pelo ambiente pré-eleitoral e pela crise migratória que Ceuta enfrenta desde o final de julho.
Os reis presidiram às cerimónias, que também contaram a presença do presidente do Governo, Pedro Sanchéz.
De acordo com o El País , o chefe do executivo espanhol foi recebido com vaias e insultos no desfile militar.
Pedro Sanchéz vive um momento de grande desgaste político e, recentemente, não conseguiu reunir apoio parlamentar para aprovar medidas de combate à crise da habitação.
O Governo caiu e os eleitores espanhóis vão ser chamados às urnas a 29 de novembro.
Os presidentes de Ceuta e Melilla, Juan Jesús Vivas e José Imbroda, respetivamente, participaram nas comemorações deste ano.
Estas presenças reforçam a ligação das duas cidades autónomas a Espanha, depois de ministros marroquinos terem questionado a identidade espanhola das duas cidades autónomas após a entrada de mais de 70.000 migrantes, no final de julho, em Ceuta vindos de Marrocos.
Já o líder do Vox, Santiago Abascal, foi uma das ausências da cerimónia, uma vez que anunciou a intenção de visitar Ceuta esta segunda-feira.
As celebrações contaram com um desfile esta manhã, no qual participaram cerca de 4.380 militares, 183 veículos e 82 aeronaves.
Seguiu-se uma receção para cerca de mil pessoas no Palácio Real de Madrid.
Após as comemorações do Dia Nacional de Espanha, o reis vão visitar Ceuta amanhã, 13 de outubro.
Esta é a primeira visita de Filipe VI à cidade desde que foi proclamado rei, em 2014.
Esta é também a primeira visita de um chefe de Estado espanhol a Ceuta, depois de Juan Carlos I, pai do atual monarca, ter visitado Ceuta em 2007.
Depois de Ceuta, Filipe VI e Letizia irão visitar Melilla, também no Norte de África.
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