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Independência política deve ser acompanhada de integridade e competência, diz Ramos-Horta

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Independência política deve ser acompanhada de integridade e competência, diz Ramos-Horta

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu esta quinta-feira, 20 de agosto, que a independência política deve ser acompanhada por uma governação baseada na integridade, competência e ao serviço da população.

“A independência política deve ser acompanhada por uma governação baseada na integridade, na prestação de contas, na competência e no compromisso de colocar os recursos nacionais ao serviço do povo e das futuras gerações”, afirmou José Ramos-Horta num discurso por ocasião do 51.º aniversário das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste [Falintil] – Forças de Defesa de Timor-Leste (FDTL).

As celebrações decorreram em Abo Melari, no sopé da montanha Matebian (no município de Baucau), que tem um grande significado para o povo timorense.

Além de um local sagrado é também um símbolo da resistência à ocupação indonésia.

“A melhor forma de honrar os nossos heróis é transformar o seu sacrifício em compromisso com o presente e com o futuro, e isto exige instituições fortes, transparentes e responsáveis”, disse Ramos-Horta, salientando que a boa governação e o Estado de Direito são a “expressão concreta do patriotismo”.

Para o Presidente timorense, o patriotismo dos heróis da resistência consistiu no sacrifício e na luta pela liberdade.

“O patriotismo da nossa geração deve manifestar-se no serviço público, no respeito pelas leis, na proteção do ambiente, na educação dos nossos filhos e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirmou.

“Amar Timor-Leste significa servir o povo, respeitar as instituições e garantir que nenhum cidadão seja deixado para trás”, insistiu o também prémio Nobel da Paz.

No discurso, divulgado à imprensa, o Presidente timorense disse também que os jovens têm uma nova missão que é “transformar o legado recebido em responsabilidade para construir um país justo, desenvolvido e pacífico”.

“A memória da nossa história não deve servir apenas para celebrar as conquistas do passado.

Deve inspirar humildade, responsabilidade e compromisso permanente com o futuro”, sublinhou.

O chefe de Estado afirmou também que valores como a coragem, disciplina, respeito pela dignidade humana, fidelidade à causa nacional e confiança de que a justiça pode triunfar continuar a orientar a população timorense.

“As gerações atuais não são chamadas a repetir os sacrifícios dos nossos heróis, mas a honrar o seu legado através do trabalho, da educação, da defesa da democracia, do respeito pelas instituições e da construção permanente da unidade nacional”, disse.

“Este é o verdadeiro legado das Falintil: não apenas a vitória de uma luta, mas a afirmação dos valores de um povo que acreditou que a liberdade era possível”, acrescentou o Presidente timorense.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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