Montenegro vai falar ao País para anunciar novos apoios
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai fazer esta quinta-feira (17 de setembro) uma declaração às 20:00, na residência oficial em São Bento (Lisboa), horas depois da reunião do Conselho de Ministros.
“O primeiro-ministro fará uma declaração na Residência Oficial”, refere uma nota do gabinete do chefe do Governo.
Luís Montenegro anunciou na semana passada, no debate da moção de censura do Chega ao Governo, que o Conselho de Ministros aprovaria esta semana a atribuição de um novo suplemento extraordinário para os pensionistas que recebem até 1.611 euros, a ser pago em dezembro, e um alívio fiscal até ao sexto escalão do IRS.
Nessa ocasião, estimou que estas duas medidas teriam um custo total de 800 milhões de euros.
No Conselho de Ministros da semana passada, que se realizou em Bragança, o Governo aprovou o prolongamento dos apoios de dez cêntimos por litro ao gasóleo agrícola até final do ano, numa despesa estimada em 15 milhões de euros, bem como ajudas ao setor da pesca.
Nessa ocasião, o primeiro-ministro adiantou ainda que no Conselho de Ministros desta semana seriam tomadas decisões relativamente a outros setores - como os transportes, táxis, associações humanitárias de bombeiros e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) - para fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis.
Primeiro-ministro antecipa "quarto superávite consecutivo" Já esta quinta-feira, na abertura da Conferência Europeia da Economia Alemã, em Lisboa, Luís Montenegro garantiu que o Governo mantém o objetivo de preservar o equilíbrio das contas públicas, apesar do aumento dos combustíveis e do contexto internacional.
“Vamos a caminho do nosso quarto superávite consecutivo”, afirmou, depois de o ministro das Finanças ter apontado como meta para o final do ano, pelo menos, um saldo orçamental nulo.
O primeiro-ministro reconheceu as “dificuldades” e o “sofrimento das famílias e das empresas” provocados pela subida dos combustíveis e pelo impacto nos custos ao longo da cadeia produtiva, mas sublinhou que Portugal continua a apresentar resultados económicos positivos.
Montenegro criticou ainda a continuação da guerra no Médio Oriente, considerando que se trata de um “caminho do ponto de vista económico e social estúpido”.
Segundo o primeiro-ministro, o conflito está a penalizar fortemente as economias mundiais e “não beneficia ninguém, prejudica-nos a todos”, tendo defendido junto dos parceiros europeus e em instâncias internacionais a necessidade de pôr fim à situação.
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