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Novo sistema de voto por correspondência nos EUA pode excluir milhões

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Novo sistema de voto por correspondência nos EUA pode excluir milhões

A reforma, implementada "secretamente e à pressa", viola também uma decisão judicial que bloqueou a ordem executiva, segundo a denúncia de um indivíduo com "conhecimento direto dos problemas potencialmente catastróficos" do novo sistema federal de votação por correio, gerido pelo Serviço Postal (USPS), referido na carta hoje divulgada pelo senador por Nova Iorque.

A carta do senador Blumenthal é dirigida ao chefe da polícia dos USPS, David Steiner, nomeado por Trump para o cargo até 2025, e exige uma explicação até sexta-feira.

As preocupações centram-se em sistemas informáticos desenvolvidos de forma apressada para cumprir uma ordem executiva de março do Presidente republicano, que visa regular mais rigorosamente o voto por correspondência.

A ordem instrui as autoridades da Imigração e da Segurança Social a criarem uma lista federal de eleitores habilitados e o USPS a entregar os boletins de voto por correspondência apenas aos que constam dessa lista.

Segundo o citado denunciante, cujo anonimato é protegido pela ONG Whistblower Aid, "potencialmente, milhões de eleitores americanos podem não receber — a tempo ou sequer receber — os seus boletins de voto por correspondência para as próximas eleições" intercalares, agendadas para novembro.

Segundo a ordem executiva de Trump, o USPS pode recusar-se a entregar os boletins de voto dos estados que não enviem listas de eleitores habilitados e não sigam um padrão uniforme de envelopes.

A batalha judicial pode ter grandes repercussões para as eleições intercalares. Quase um terço dos norte-americanos vota por correio, e as autoridades eleitorais alegam que não há tempo suficiente para rever os seus sistemas e cumprir as novas diretrizes do USPS.

Donald Trump denuncia regularmente este método de votação e considera-o um dos principais motivos da sua derrota para o democrata Joe Biden em 2020, que nunca reconheceu.

Um relatório da Brookings Institution, publicado em 2025, concluiu que a fraude no voto por correspondência ocorreu em apenas cerca de quatro casos por cada 10 milhões de votos enviados por correio.

A sua ordem executiva, assinada em março, foi contestada judicialmente por vários estados norte-americanos.

Estes defendem que a Constituição concede aos estados e, em alguns casos, ao Congresso, o poder de criar regras eleitorais, e não ao Presidente ou ao serviço postal.

Uma juíza federal voltou a suspender a ordem na quinta-feira, três dias depois de o Supremo Tribunal ter permitido que o plano prosseguisse por questões processuais, mas sem decidir se é legal.

A pouco mais de dois meses das eleições intercalares de novembro, a juíza Indira Talwani, do tribunal distrital, considerou que os estados não têm tempo nem dinheiro para criar e produzir novos boletins de voto, atualizar os seus sistemas e formar os funcionários para introduzirem os dados dos eleitores no serviço postal.

O Governo norte-americano liderado por Donald Trump recorreu imediatamente da decisão da juíza e o Tribunal de Recurso do 1.º Circuito vai agora analisar o caso, embora este possa regressar em breve à mais alta instância judicial do país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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