Prio instala 30 novos oleões em Ílhavo para transformar óleos usados em biocombustível
O município de Ílhavo passou a contar com 30 novos oleões para a recolha de óleos alimentares usados (OAU), no âmbito de uma parceria entre a Prio e a Câmara Municipal de Ílhavo.
Os resíduos recolhidos serão posteriormente valorizados e transformados em biocombustível, reforçando a aposta na economia circular e na redução das emissões de dióxido de carbono.
Com esta instalação, a Prio Ecowaste alarga a sua rede de recolha, que conta atualmente com mais de 500 pontos distribuídos por cerca de uma dezena de autarquias portuguesas.
Em Ílhavo, os equipamentos foram distribuídos pelas quatro freguesias do concelho para facilitar o acesso da população.
A iniciativa ganha particular relevância num concelho fortemente ligado ao mar, à gastronomia e à indústria alimentar.
Além disso, a autarquia já utiliza exclusivamente ECO Diesel na sua frota municipal, um combustível que incorpora 15% de biocombustível produzido a partir de óleos alimentares usados.
Segundo dados divulgados pela empresa, um litro de óleo alimentar usado pode contaminar até um milhão de litros de água.
Em sentido inverso, mil litros deste resíduo permitem produzir cerca de 950 litros de biodiesel.
Apesar deste potencial, apenas cerca de 10% dos óleos alimentares usados são atualmente reciclados.
O compromisso da comunidade ilhavense com a sustentabilidade ficou também demonstrado durante a última edição do Festival do Bacalhau, evento do qual a Prio foi parceira oficial.
Na ocasião, foram recolhidos 1.316 quilogramas de óleos alimentares usados, que seguiram para valorização energética.
Para Rui Dias, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, a instalação dos novos equipamentos representa mais um passo na estratégia ambiental do concelho.
“A instalação de mais oleões no município vem reforçar o compromisso de Ílhavo com a sustentabilidade e a economia circular.
Ao disponibilizarmos mais soluções de recolha junto da comunidade, estamos a incentivar comportamentos ambientalmente responsáveis e a demonstrar que pequenos gestos do quotidiano podem ter um impacto significativo na proteção dos recursos naturais e na construção de um território cada vez mais sustentável”, afirma.
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