A próxima fase da IA não será definida por um único modelo
Por Paulo Silveira, cofundador e Chief Vision Officer (CVO) da Alura Durante os últimos anos, acompanhar a evolução da inteligência artificial significou acompanhar uma corrida tecnológica.
A cada lançamento surgiam novas comparações, novas tabelas de benchmarks e novas previsões sobre qual empresa estaria mais próxima de liderar a próxima grande transformação digital.
Em muitos momentos, parecia que todo o debate poderia ser resumido a uma única pergunta: qual é o melhor modelo disponível hoje? Depois de uma recente imersão no Vale do Silício, voltei com a sensação de que essa continua sendo uma pergunta relevante.
Mas, olhando para o que ouvi e vi ao longo da viagem, ela já não parece ser a pergunta central.
Parte dessa percepção tem relação com a própria experiência de revisitar o Vale do Silício quase dez anos depois da minha primeira passagem pela região.
Existe algo curioso quando nos colocamos dentro de um ecossistema que concentra algumas das empresas, investidores e universidades mais influentes do mundo.
Assim como acontece quando viajamos para qualquer lugar com uma cultura muito forte, acabamos absorvendo parte das referências e dos comportamentos daquele ambiente.
Quando alguém vai ao Japão, passa a prestar atenção nos hábitos que fazem parte da rotina local.
Na França, observa a relação das pessoas com a cidade, a cultura e a gastronomia.
Nos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, é inevitável ser impactado pela velocidade dos lançamentos, pelo consumo de tecnologia e pela sensação permanente de que o futuro está sendo construído ali.
Com o Vale do Silício acontece algo parecido.
Existe uma tendência natural de olhar para os temas que dominam as conversas da região e enxergá-los como uma representação fiel do que acontecerá nos próximos anos.
Muitas vezes isso faz sentido.
Afinal, diversas transformações tecnológicas relevantes das últimas décadas passaram por ali antes de chegarem ao restante do mundo.
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