Coração acelerado: quando a palpitação pode ser sinal de arritmia?
Quando o sintoma se torna recorrente, é importante descobrir o que está provocando a alteração
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Apesar de ser comum sentir o coração acelerar depois de uma atividade física ou em uma situação de estresse, episódios que surgem repentinamente e sem uma causa aparente devem ser investigados, principalmente quando vêm acompanhados de outros sintomas.
As arritmias cardíacas são alterações na frequência ou no ritmo dos batimentos e podem apresentar diferentes características. Algumas são consideradas benignas, enquanto outras estão relacionadas a doenças cardiovasculares e precisam de acompanhamento.
“Palpitação é um sintoma bastante comum e pode acontecer em situações que não representam um problema cardíaco. Porém, quando é recorrente, aparece em repouso, surge durante o esforço ou está associada a tontura, falta de ar ou desmaio, merece uma investigação mais cuidadosa. O primeiro passo é entender como esse coração está batendo e em que contexto essas alterações acontecem”, explica a Dra. Patrícia Hitomi Kuga, cardiologista com atuação em Cardiologia, Arritmias Cardíacas e Medicina do Estilo de Vida.
Entre os diferentes tipos de arritmia está a fibrilação atrial, caracterizada por batimentos irregulares. A condição pode ocorrer de forma episódica e, em alguns casos, não provocar sintomas perceptíveis, o que dificulta sua identificação.
“A fibrilação atrial é uma arritmia que merece atenção porque pode aumentar o risco de formação de coágulos e, consequentemente, de acidente vascular cerebral. Ela também pode estar relacionada à insuficiência cardíaca. Como pode ser intermitente e silenciosa, algumas pessoas só descobrem a condição durante uma consulta ou investigação por outro motivo”, alerta a médica.
Nem toda alteração do ritmo provoca consequências graves, mas sintomas como tontura, fraqueza ou desmaio podem indicar que o coração não está conseguindo manter uma frequência adequada em determinadas situações.
“Quando a palpitação vem acompanhada de tontura, sensação de desmaio ou perda de consciência, precisamos investigar com mais atenção. Esses sintomas podem ter várias causas, mas é importante verificar se existe alguma relação com o ritmo cardíaco. A avaliação médica ajuda a entender se estamos diante de uma alteração isolada ou de uma situação que exige acompanhamento específico”, explica a Dra. Patrícia Hitomi Kuga.
A investigação de uma possível arritmia não depende apenas do relato do paciente . O cardiologista pode utilizar diferentes exames para registrar os batimentos cardíacos e avaliar a estrutura e o funcionamento do coração.
“O eletrocardiograma pode identificar alterações do ritmo no momento em que o exame é realizado, mas algumas arritmias aparecem apenas de maneira ocasional. Nesses casos, podemos utilizar o Holter ou outras formas de monitorização prolongada. Dependendo da situação, também podemos solicitar ecocardiograma e exames laboratoriais. A escolha depende dos sintomas e das características de cada paciente”, orienta a Dra. Patrícia Hitomi Kuga.
Além da investigação médica, certos fatores podem interferir na saúde cardiovascular.
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