Ser uma artista nordestina não deveria ser um gênero musical
Divulgação Por UANA, cantora e compositora pernambucana O Nordeste reúne nove estados e mais de 54 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 27% da população brasileira, segundo o Censo 2022 do IBGE.
É um território formado por diferentes sotaques, histórias, paisagens, movimentos culturais e experiências.
Como esperar que toda essa diversidade possa ser traduzida por uma única identidade sonora? Sou pernambucana.
O Nordeste atravessa a minha identidade, a forma como escuto, crio, observo o mundo e faço música.
É também a partir dessa experiência que me pergunto: quando pensamos em uma artista nordestina, que música esperamos ouvir? Ser uma artista nordestina não deveria significar pertencer a um gênero musical.
Parece uma afirmação simples, mas não é.
A diversidade também aparece na música.
Do maracatu ao bregafunk, o Nordeste nunca produziu uma coisa só.
E mesmo essa lista é pequena diante do que nasce todos os dias por aqui.
Ainda assim, existe uma tendência de transformar a origem de artistas nordestinos quase em uma categoria musical.
Um artista pode ser apresentado como pop, rapper, produtor de música eletrônica ou cantor de brega.
Mas, muitas vezes, quando esse artista vem do Nordeste, a geografia chega antes da linguagem.
É como se precisássemos carregar determinados códigos estéticos ou sonoros para comprovar de onde viemos.
Mas o Nordeste não é uma estética.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.