Dólar sobe 12,3%, a R$ 5,60; na B3, circuit braker é acionado
Na primeira sessão após a reeleição do Presidente Lula (PT) para o quarto mandato, o dólar abriu em forte alta ante o real, cotado a R$ 5,43, seguindo a tendência que começou a ser formada já na noite de ontem nos mercados internacionais. No mercado de ações, o fundo de ações brasileiras mais negociado nos Estados Unidos, caía mais de 25% na pré-abertura desta manhã em Nova York, sinalizando possibilidade de acionamento do circuit braker na abertura do pregão regular da Bolsa do Brasil B3, às 10h.
Dólar abre em forte alta ante o real. Nos primeiros minutos de negócios, a moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,425, variação de 8,7% ante o fechamento de sexta-feira, quando havia recuado 0,9%.
B3 altera limites de negociação. A Bolsa informou que, exclusivamente para a sessão de negociação do pregão regular desta segunda-feira, 26, vai expandir os limites de superiores de oscilação diária para os contratos futuros de dólar (DOL) - inclusive os mini contratos (WDO) - dos atuais 6% para 8,4%. A B3 também ajustou, exclusivamente para a sessão de negociação de pregão regular de hoje, serão expandidos os limites superiores de oscilação diária para contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).
Resultado da eleição leva agentes de mercado a ajustes de posição. Com a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia vencido o primeiro turno, o real devolve a valorização que teve ante a moeda americana desde 5 de outubro, quando a cotação saiu de R$ 5,21 para R$ 4,99.
Reeleição do Presidente Lula contrariou expectativas predominantes no mercado. O resultado da eleição representa uma mudança importante na percepção de risco do mercado brasileiro, apontam analistas, por dois motivos: as pesquisas consideradas apontavam Flávio Bolsonaro à frente; e a decisão extraordinária do STF (Supremo Tribunal Federal) de prorrogar a votação até as 19h, que levanta questionamentos sobre previsibilidade das regras, segurança jurídica e possíveis contestações.
Mais do que o resultado eleitoral isoladamente, o mercado deverá reavaliar o prêmio de risco exigido para investir no Brasil. A combinação de incerteza fiscal e institucional pode provocar uma reprecificação muito mais intensa e duradoura dos ativos brasileiros. Leonardo Mendes, economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos
Juros futuros devem abrir sob forte pressão. Profissionais de mercado apontam que a potencial desvalorização acentuada do real pode elevar as expectativas inflacionárias e reduzir o espaço para flexibilização monetária. Esse fator pode levar a um aumento dos prêmios de risco por causa da incerteza sobre a política fiscal e do impacto cambial sobre a inflação. Na semana passada, a curva tinha perdido inclinação, com estabilidade na ponta curta e recuo de 9 pontos-base e 14 pontos-base no miolo e na ponta longa, respectivamente.
Nesse canário, entra no radar a possibilidade de o Banco Central interromper antecipadamente o ciclo de cortes da taxa básica de juros Selic. Embora parte das projeções ainda considere uma redução em novembro, a continuidade do ciclo em dezembro tornou-se mais incerta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.