CEO recusa oferta de R$ 2 bilhões e deixa empresa para os funcionários
O empresário norte-americano Eddie Smith Jr., de 83 anos, decidiu doar a fabricante de barcos Grady-White Boats após recusar propostas de compra que superavam os US$ 400 milhões (R$ 2,05 bilhões na cotação atual).
Smith passou quase seis décadas construindo a Grady-White Boats . Mas em vez de vender o próprio negócio, o CEO doou a empresa para um fundo permanente e uma instituição sem fins lucrativos, que vão repassar os lucros futuros para causas sociais.
Sob o novo arranjo, o negócio nunca será vendido, segundo a emissora local WITN-TV, afiliada da NBC . Seus rendimentos serão destinados ao apoio de causas na região do leste da Carolina do Norte, entre elas conservação ambiental, educação e saúde.
Quem tem a sorte de estar em posição de ajudar os outros recebe um verdadeiro presente por poder fazer isso Eddie Smith Jr., à revista Fortune
Prioridade de Smith era garantir que funcionários pudessem continuar carreiras sem incertezas . Esse compromisso ressoou com o funcionário de longa data Timothy Pittman, que trabalha na empresa há mais de três décadas. "Tenho um filho que trabalha aqui. Ele está aqui há dois anos e eu sei que, quando eu não estiver mais aqui, ele estará bem cuidado", disse Pittman à WITN.
Tragédia familiar redefiniu planos originais de sucessão do negócio . O projeto inicial de Smith era deixar a empresa para o filho Chris, que faleceu em 2021 em decorrência de esclerose lateral amiotrófica (ELA), um ano após a morte de sua esposa. "Era o plano de Deus. Às vezes não entendemos. Estou ansioso para chegar ao céu e fazer algumas perguntas", disse ao The New York Times.
Smith comprou a Grady-White Boats em 1968, aos 26 anos . A aquisição aconteceu após ele conhecer o cofundador Don White, que planejava fechar a empresa antes de sua oferta. Depois de receber um empréstimo de seu pai, Smith assumiu o negócio, segundo o Times.
Rotina exaustiva do fundador salvou a fabricante de barcos . Durante os primeiros anos de operação, o executivo trabalhava até 100 horas por semana e investia recursos próprios para manter a empresa aberta, que hoje acumula 50 anos consecutivos de lucratividade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.