Vacinas contra doenças graves em bovinos ainda estão em falta no Brasil
O rebanho bovino estadual passou de 780 mil animais em 2018 para mais de 1,35 milhão em 2025 (Foto: Secom) A falta de vacinas contra clostridioses, doenças que podem provocar a morte rápida de bovinos, ainda afeta a pecuária brasileira e deve exigir atenção do setor nos primeiros meses de 2027.
O alerta é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que afirma que as indústrias trabalham para ampliar a oferta, mas enfrentam uma limitação: a fabricação dos imunizantes exige tempo e impede uma recomposição imediata dos estoques.
O problema ganhou força após a saída de fabricantes do mercado, reduzindo a disponibilidade de vacinas utilizadas principalmente na prevenção de doenças clostridiais em bovinos.
Em abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) informou ter recebido relatos de dificuldades para encontrar os produtos em Mato Grosso do Sul e Rondônia.
Na ocasião, foram identificadas cerca de 35 marcas registradas que poderiam atender à demanda.
Desde então, o governo adotou medidas para tentar ampliar o abastecimento, incluindo autorizações para fabricação e importação emergenciais.
Em julho, 5,44 milhões de doses foram disponibilizadas no mercado brasileiro: 4,03 milhões provenientes de importação e 1,41 milhão de fabricação nacional.
Estoques ainda exigem atenção Apesar das medidas adotadas, o Sindan afirma que a situação ainda não pode ser considerada totalmente normalizada.
Segundo Luiz Monteiro, diretor técnico da entidade, a recomposição dos estoques está em andamento, mas podem ocorrer dificuldades localizadas no começo de 2027.
A principal limitação está no próprio processo de fabricação.
As vacinas precisam passar por etapas de produção e adequação antes de chegarem ao mercado, o que impede que a indústria aumente a oferta de forma imediata diante de uma demanda inesperadamente maior.
A expectativa, portanto, é de recuperação gradual dos estoques ao longo do segundo semestre, mas com necessidade de acompanhamento próximo para evitar novos desequilíbrios entre oferta e demanda.
Falta de previsão nacional dificulta planejamento Outro problema apontado pelo setor é a ausência de uma demanda oficial centralizada para as vacinas contra clostridioses.
Para tentar melhorar o planejamento, o Sindan começou a reunir informações de distribuidores e das secretarias estaduais de Agricultura.
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