Augusto Cury é de esquerda ou de direita? Entenda o posicionamento do candidato à presidência
O candidato à Presidência do Brasil pelo partido Avante, autodenominado Escritor Augusto Cury, 67, entrou na disputa anunciando-se como candidato do “centro moderado”.
Escritor e psiquiatra, com uma biografia marcada por prêmios literários e experiências com a educação cognitiva infanto-juvenil, Cury afirma não ser nem de direita nem de esquerda e vende sua candidatura como uma alternativa à polarização.
Na economia, ele defende principalmente a liberdade para empreender, a redução do tamanho do Estado, responsabilidade fiscal, diminuição gradual da dívida pública e estímulo à iniciativa privada.
Ao mesmo tempo, sustenta a manutenção de políticas de transferência de renda, defende os direitos humanos, a proteção às mulheres, a garantia da educação pública e uma política internacional de combate à fome.
Apesar disso, Cury já afirmou ter admiração pelo economista e ex-ministro da Economia do Brasil do governo Bolsonaro (2019-2023), Paulo Guedes, a quem considerou “uma mente brilhante”, e já aludiu à possibilidade de, caso fosse bem-sucedido em tornar o Brasil um sistema semipresidencialista, como sugere seu plano de governo, indicar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como seu primeiro-ministro.
Leia também: “Locomotiva” travada: Com Tarcísio, São Paulo amarga último lugar no crescimento econômico Em entrevista ao jornal Itatiaia, Cury se definiu como “mente capitalista e coração social”.
Segundo o candidato, isso significa defender liberdade econômica e empreendedorismo, mas sem desacreditar, como costuma ocorrer entre os típicos candidatos da ultradireita, os direitos humanos e as políticas sociais.
Na mesma entrevista, quando questionado se seria um candidato de centro-direita e sobre qual lado apoiaria em uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, Cury se recusou a escolher um lado e enfatizou o objetivo de chegar ele mesmo ao segundo turno.
No primeiro debate presidencial de 2026, realizado pela Band em 23 de agosto, voltou a afirmar que o Brasil não estaria dividido em “dois barcos”, um de direita e outro de esquerda, mas formaria “um único país”.
Em entrevista ao SBT News, disse que a polarização entre petismo e bolsonarismo havia transformado o país em uma espécie de “praça de guerra”.
O plano de governo registrado por Cury no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), intitulado O Brasil dos Nossos Sonhos , tem cerca de 200 páginas e reúne 18 projetos estruturais, além de propostas de reformas institucionais, econômicas e sociais.
Na economia, Cury defende uma combinação entre responsabilidade fiscal, redução de desperdícios, estímulo ao empreendedorismo e expansão da iniciativa privada.
Para quem se apresenta como um candidato de terceira via, Cury defende uma plataforma econômica predominantemente liberal.
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