Trump nega ter exigido restrição ao francês no Canadá
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), negou nesta 3ª feira (25.ago.2026) que seu governo tenha exigido restrições à língua francesa nas negociações comerciais com o Canadá.
A declaração contradiz o primeiro-ministro canadense, Mark Carney (Partido Liberal, centro-esquerda), que afirmou que Washington fez exigências para enfraquecer a proteção ao francês e à cultura do Quebec.
“Eu jamais interferiria com canadenses falando francês! Na verdade, nunca sequer pensei em fazer uma coisa tão estúpida” , escreveu Trump na rede social Truth Social.
Ele chamou a acusação de “mentira” e disse que o premiê canadense inventou a história para recuperar apoio político em Quebec.
“Eu amo os canadenses francófonos!” , afirmou o republicano.
A disputa começou depois do fracasso das negociações comerciais entre os 2 países, na 6ª feira (21.ago), quando Carney suspendeu as conversas e retirou os negociadores canadenses de Washington.
No sábado (22.ago), os EUA aplicaram tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses.
O Canadá anunciou que responderá com tarifas equivalentes a partir de 8 de setembro.
VERSÃO DE CARNEY Carney declarou que as negociações estavam próximas de um acordo quando os EUA apresentaram mudanças de última hora que ameaçavam o francês e a cultura quebequense.
“Parecia que estávamos prontos para ter um acordo.
Mas eles mudaram de ideia, incluindo as ameaças contra a língua francesa e a cultura, a cultura quebequense, a cultura canadense” , disse o premiê, classificando a situação como “inaceitável” .
Assista ao vídeo: Segundo a CNN International , na 2ª feira (24.ago), em visita a Quebec, Carney voltou ao tema: “Para os americanos, a língua francesa, a cultura francófona e a cultura canadense são irritantes.
Aqui no Quebec, aqui no Canadá, são direitos” , afirmou, em francês.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, classificou as declarações de Ottawa como uma “história falsa e engraçada” .
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