Do vinhedo ao tanque: veja como bagaço de uva está movendo supercarros
A uva ganha um novo destino além das prateleiras de vinícolas.
O bagaço e a borra da fruta de uma vitivinicultura francesa agora estão servindo como supercombustíveis para carros de corrida.Depois do milho, cana-de-açúcar e a beterraba, os restos da uva estão virando matéria-prima para produzir o bioetanol usado na formulação de um combustível renovável desenvolvido para o Campeonato Mundial de Endurance (WEC), principal competição de corridas de longa duração do automobilismo mundial.A experiência começou nas pistas em 2022, com a adoção do Excellium Racing 100, desenvolvido pela TotalEnergies.
Desde então, o combustível passou por testes com carros de diferentes fabricantes acelerando durante horas.
No 24 Horas de Le Mans, prova mais tradicional do WEC, atravessando um dia inteiro de competição.
Em 2026, a tecnologia entrou em uma nova fase, quando o WEC passou a utilizar o Excellium Racing evo, que ampliou o número de resíduos aproveitados na produção do combustível.Como surge o combustível de uvaEmbora as cascas, sementes e outras partes sólidas da uva após a prensagem e as borras após a fermentação e outras etapas da produção do vinho sejam comumente descartados, os materiais podem passar por um processo que recupera o etanol restante.Depois, esse etanol entra na etapa de destilação e desidratação, até que o produto alcance as características necessárias para seguir na fabricação do combustível.No Excellium Racing 100, esse bioetanol entrou na composição ao lado de outros componentes renováveis e aditivos necessários para suportar as exigências dos motores de competição.
Foram necessários 18 meses de pesquisas e testes até a chegada às pistas.Emissões reduzidasDesde 2022, os carros do WEC passaram a utilizar o combustível renovável.
Assim, a solução chegou a motores e sistemas bastante diferentes, incluindo conjuntos híbridos e turboalimentados.Segundo a metodologia europeia adotada para a certificação, o Excellium Racing 100 permitia uma redução de pelo menos 65% nas emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida, na comparação com o equivalente fóssil.A redução considera todo o ciclo do combustível, desde a origem da matéria-prima até seu uso final.
Além dos resíduos ligados à cadeia agrícola, entram nesse grupo óleo de cozinha usado, polpa de beterraba, resíduos de cervejaria e madeira descartada pela indústria de papel.Etanol com biomassasNão é preciso ir muito longe para entender a importância do mundo vegetal para a produção de combustível.
A Bahia também destaca-se pelas pesquisas envolvendo outros produtos, como a macaúba, que tem sido uma alternativa promissora despontada pela Acelen.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.