segunda-feira, 21 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Ciência

Ameaça de um ‘super El Niño’ desafia cidades brasileiras a se preparar para eventos extremos

Pesquisa FAPESP ·
Ameaça de um ‘super El Niño’ desafia cidades brasileiras a se preparar para eventos extremos

Milhares de quilômetros a oeste do Peru e a leste da Indo­nésia, no coração azul do oceano Pacífico equatorial, um aumento pequeno, porém persistente, da temperatura da água está colocando o planeta inteiro em alerta.

Cien­tistas preveem que, até o fim deste ano, o deslocamento dessa massa de água aquecida na direção da América do Sul poderá desencadear o mais intenso evento de El Niño já registrado pela ciência moderna, com consequências potencialmente gravíssimas para diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil.

O primeiro alerta veio no início de junho, quando a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, sigla em inglês) anunciou que um El Niño havia se formado.

Isso acontece quando a temperatura da água na faixa equatorial do oceano Pací­fico permanece pelo menos 0,5 °C acima da média por vários meses consecutivos, acompanhada de mudanças no padrão de circulação dos ventos alísios, que normal­mente empurram essa água quente na direção da Aus­trália e do Sudeste Asiático ( veja infográfico completo ).

Desde então, a situação só piorou.

Em julho, a anoma­lia térmica já havia ultrapassado 2 °C em grande parte da região leste do Pacífico, que banha a América do Sul.

Em 13 de agosto, a Noaa anunciou que havia 90% de proba­bilidade de esse El Niño se tornar “muito forte”, com um aumento persistente acima de 2 °C na temperatura média da água nessa região, e 69% de probabilidade de ele se tor­nar o El Niño mais forte já registrado desde 1950, com um aquecimento próximo de 3 °C.

Amanda Perobelli/Reuters Uma placa de “pare” e o topo de uma casa emergem da água em Canoas, em 5 de maio de 2024.

As duas imagens integram a série “Brazil’s Worst-Ever Floods”, premiada no World Press Photo 2025.

O júri destacou o registro de um dos maiores desastres climáticos da história do país Amanda Perobelli/Reuters Segundo o programa de monitoramento climático Copernicus, da União Europeia, a temperatura média do oceano como um todo em julho deste ano (20,96 °C) foi a maior registrada nas últimas cinco décadas, e muitos pes­quisadores já preveem que 2026 e 2027 poderão ser os anos mais quentes da história moderna — em grande parte, por causa desse “super El Niño” que está se configurando.

Tudo isso, agravado pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas globais já em curso.

“A classificação do El Niño varia entre fraco, moderado, forte e muito forte”, explica o climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cen­tro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Natu­rais (Cemaden), em São José dos Campos (SP).

“Agora, além do aquecimento do Pacífico, temos como pano de fundo o aquecimento global.

Ou seja, a soma dos dois processos.

Ler a notícia completa no Pesquisa FAPESP ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistapesquisa.fapesp.br — o conteúdo pertence a Pesquisa FAPESP.

Mais de Pesquisa FAPESP

Ver tudo ›

Mais em Ciência

Ver tudo ›