MG é o 2º estado com mais denúncias de assédio eleitoral no trabalho, aponta MPT
Urna eletrônica TSE/Divulgação Minas Gerais chegou a 351 denúncias de assédio eleitoral em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) até as 10h desta quinta-feira (29).
O estado tem o segundo maior número de registros do país, atrás apenas de São Paulo, que soma 620.
O avanço dos casos em MG se intensificou durante o pleito e continuou mesmo depois da votação.
Veja: Ao fim do primeiro turno, em 4 de outubro, eram 110 registros.
No encerramento do segundo turno, no último domingo (25), o número havia subido para 212.
Agora, as denúncias chegaram a 351 — mais do que o triplo do registrado no primeiro turno.
O aumento ocorre em meio a uma nova onda de publicações nas redes sociais que incentivam a demissão e a recusa de contratação de profissionais por preferência política, além de promover listas de boicote a empresas supostamente apoiadoras do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou na quarta-feira (28) uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores. 🔍 O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho (leia mais abaixo).
Casos em Minas Gerais Durante as eleições, o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais adotou medidas para tentar impedir pressões sobre trabalhadores.
Até o encerramento do segundo turno, o órgão havia expedido 118 recomendações a empregadores e recorrido à Justiça do Trabalho em sete casos considerados mais graves.
Em Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas, por exemplo, o MPT ajuizou uma ação após receber denúncia sobre a realização de um ato de campanha dentro de uma fábrica de calçados.
A Justiça determinou a interrupção de atividades político-eleitorais no estabelecimento e a adoção de medidas para conscientizar os funcionários sobre o voto livre e secreto.
Também houve atuação do MPT contra uma siderúrgica de Monsenhor Paulo, no Sul de Minas, investigada por indícios de uso do ambiente de trabalho para influenciar as escolhas políticas dos empregados.
Assédio eleitoral no Brasil No país, o MPT contabilizou 3.396 denúncias em 2026 até as 10h desta quinta.
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