Associação usa verba de emenda de Mario Frias para pagar R$ 920 mil a empresas do próprio presidente
Uma emenda parlamentar de R$ 539 mil do deputado federal Mario Frias ( PL-SP) ajudou a financiar um projeto de incentivo ao tiro ao prato em Saltinho, no interior de São Paulo.
O projeto repassou R$ 920 mil a duas empresas que têm como sócio-administrador o próprio presidente da Associação Nacional Rifle (ANR) , entidade responsável pela execução dos recursos.
O Ministério do Esporte afirmou ter tomado conhecimento do caso pela imprensa e anunciou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, adotará sanções administrativas e acionará órgãos de controle, o Ministério Público e a Polícia Federal.
A Associação Nacional Rifle recebeu R$ 1 milhão por meio de um termo de fomento firmado com o Ministério do Esporte para viabilizar o projeto.
Desse total, R$ 539 mil tiveram origem em emenda parlamentar indicada por Mario Frias.
O restante dos recursos foi destinado pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), de acordo com informações do UOL e Metrópoles.
A ANR é uma entidade sem fins lucrativos, e o repasse por meio de termo de fomento é um instrumento previsto na legislação para que o poder público financie projetos de interesse público executados por organizações da sociedade civil.
A questão levantada pelo caso está na forma como os recursos foram aplicados após chegarem à associação.
Contratações sob suspeita Após receber o aporte federal, a ANR direcionou aproximadamente 90% dos recursos, o equivalente a R$ 920 mil, para duas empresas privadas.
A Company Thzt Security Ltda. recebeu R$ 527 mil, enquanto o Clube de Tiro Desportivo Red Neck Ltda. recebeu R$ 392 mil.
Conforme registros da Receita Federal, Rafael Buscariol Zampaulo, presidente da ANR, figura como sócio-administrador das duas empresas contratadas.
As notas fiscais enviadas ao Ministério do Esporte detalham parte dos gastos: R$ 200 mil na compra de dez máquinas lançadoras automáticas, R$ 90 mil em munições calibre 12 e R$ 62,4 mil em óculos de proteção balística.
Também foram pagos R$ 110 mil por 72 diárias de estande de tiro e R$ 45,4 mil pela locação de dez espingardas.
Os pagamentos foram feitos diretamente às empresas de Zampaulo.
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