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Caso Gisele: Interrogatório de tenente-coronel é adiado pela 2ª vez

UOL Notícias ·
Caso Gisele: Interrogatório de tenente-coronel é adiado pela 2ª vez

O interrogatório do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 54, foi adiado pela segunda vez, apurou o UOL . Rosa Neto seria ouvido pela Justiça de São Paulo amanhã.

O PM é réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana , 32, baleada na cabeça em fevereiro , e fraude processual, e está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital. Ele nega ter cometido o crime e afirma que a companheira se suicidou.

Mudança de data ocorreu após pedido da perita criminal do Instituto de Criminalística. A agente, ouvida em audiência pela Justiça de forma virtual no dia 2 de julho, fez a solicitação para a extensão do prazo para complementação de um laudo pericial do caso feito pelo instituto.

Defesa de Rosa Neto havia alegado que a complementação do documento é imprescindível antes da realização do interrogatório. Por isso, a juíza do caso, Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, proferiu uma decisão nesta tarde, obtida pela reportagem, em que remarca a audiência para o dia 8 de setembro, às 10h (horário de Brasília), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

Carreiro também determinou que o Instituto de Criminalística seja oficiado com urgência e que o prazo suplementar para conclusão do laudo seja de cinco dias. A magistrada destacou que o prazo para o envio dos autos da prova é "improrrogável", indicando que trata-se de um processo em que o réu está preso.

A decisão também exige que as partes sejam comunicadas, incluindo a requisição do acusado para a nova data. O Presídio Militar Romão Gomes deve ser comunicado para dispensar a apresentação desnecessária do réu amanhã.

Depoimento de Rosa Neto foi adiado pela primeira vez em julho e foi remarcado para amanhã (28 de agosto) , às 10h, no Fórum Criminal. A mudança ocorreu após a defesa de Rosa Neto pedir, antes do interrogatório do cliente, a complementação do laudo pericial realizado pelo Instituto de Criminalística.

Na ocasião, o advogado do réu disse que a perita "não teve condições" de responder aos questionamentos "profundos" realizados pelo assistente técnico da defesa. Em entrevista exclusiva ao UOL no fórum em julho, Eugênio Malavasi afirmou que as perguntas da defesa sobre o laudo seriam adicionadas ao processo para serem respondidas pela perita.

Com a alteração da data do interrogatório, a 5ª Vara do Júri da Capital encerrou a oitiva das testemunhas no início de julho. No total, 30 pessoas foram ouvidas —depoentes de acusação e de defesa— entre 29 de junho e 2 de julho. Inicialmente, a previsão era de 40 testemunhas falarem. As audiências servem para a produção de provas orais e esclarecimentos no processo.

Em 2 de julho, estava prevista a oitiva de 14 testemunhas, sendo 13 delas de defesa. Todavia, apenas nove pessoas foram ouvidas. Uma delas era a filha do tenente-coronel, que iria depor no mesmo dia do pai, mas teve a declaração adiantada. Inicialmente, 40 testemunhas seriam ouvidas ao longo da semana e Rosa Neto seria interrogado ao final.

Defesa de Rosa Neto abriu mão de ouvir outras sete testemunhas arroladas por eles. "Eu desisti [de ouvir algumas testemunhas].

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