Caiado critica Congresso e chama decisões do STF de 'inaceitáveis'
Candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) chamou de "inaceitáveis" algumas decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) e criticou as emendas impositivas do Congresso durante o 11º Fórum de Debates da CNT (Confederação Nacional do Transporte), hoje, em Brasília.
Caiado disse que decisões do STF são "inaceitáveis para a população". Segundo o ex-governador de Goiás, a população tem uma descrença diante de "uma estrutura de governo onde as autoridades hoje estão todas desacreditadas, onde se assusta com decisões do órgão maior, que é o Supremo, que são inaceitáveis pela população". Ele não citou nenhum caso específico, mas já disse que vai dar um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, se eleito. Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar.
O candidato também criticou o Congresso pelas emendas impositivas, que são obrigatórias para o governo federal pagar. "O Congresso acha que é o Poder Executivo. E o Executivo está perdido em escândalos de corrupção a todo momento. Não se governa dessa maneira", falou o presidenciável.
Ele se esquivou de perguntas sobre fim da escala 6x1: "Eu não voto na matéria". Ao ser questionado se é a favor ou contra a PEC que acaba com a escala 6x1, Caiado disse que não vota na matéria —por não ser membro do Congresso, onde ela já foi aprovada pela Câmara e está parada no Senado. Mas afirmou que ela tem um objetivo "simplesmente populista, eleitoreiro e de voto".
Caiado falou sobre ineficiência do governo em lidar com o setor de transporte. Depois de diretores do CNT apresentarem propostas para o setor para o próximo governo, o presidenciável destacou que foi criada uma política que visa apenas a manutenção do transporte rodoviário, sem investir em outras áreas.
Assumindo o poder, eu aprovarei uma emenda constitucional para dizer que as despesas não vão crescer no valor do PIB. Então, isso vai ficar por escrito, o máximo de 50%, podendo ser apenas 40% o crescimento. Ronaldo Caiado, candidato a Presidência da República, sobre sua meta fiscal
Renan Santos (Missão) participou do evento ontem. O CNT disse que ainda está tentando marcar agendas com os candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
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