Diretor de ‘Boi Neon’ expõe contradição de Cazarré: ‘No filme, foi um homem sensível’
Há dez anos, o pernambucano Gabriel Mascaro, hoje com 44 anos, lançou nos cinemas o aclamado Boi Neon, que agora retorna às salas para a Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano, que fica em cartaz até o dia 19 de agosto, com sessões em em cerca de 30 salas pelo Brasil.
No longa, Juliano Cazarré interpreta um vaqueiro que sonha em ser estilista, questionando padrões rígido de masculinidade. em entrevista a VEJA, o diretor falou sobre a atualidade do longa, o poder do cinema pernambucano e destacou a contradição entre o discurso atual do ator, que virou porta-voz da masculinidade “raiz”, e do longa em que ele a vida ao personagem sensível.
Boi Neon está completando 10 anos, e é um dos filmes exibidos na Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano,.
Uma década depois, qual é o impacto do filme na sua carreira? É um filme muito especial para mim.
Ele surgiu em um momento da afirmação de uma cinematografia que conversa com o Brasil, que é uma característica interessante do cinema pernambucano.
Na época, eu tentei atualizar um certo imaginário de região interiorana associada àquele macho que eu fui criado.
Quando eu comecei a pesquisar para o filme, me surpreendi com a mudança nessa percepção, até por conta da mudança do agreste do sertão que foi impactada por um desenvolvimento econômico acelerado.
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