PF mira venda de diplomas falsos de medicina; 45 'médicos' teriam comprado
A PF (Polícia Federal) de Montes Claros (MG) deflagrou hoje uma operação contra a venda de diplomas fraudulentos e a falsificação de documentos para acesso a faculdades de medicina.
Dois mandados de prisão preventiva e um de temporária foram expedidos pela Justiça. Além disso, já foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.
Investigação começou em 2023 quando um diploma falso foi apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Segundo a PF, ele teria sido fornecido por um dos alvos de hoje. Ao longo da apuração, descobriu-se um esquema estrutura de falsificação e comercialização de documentos.
Fraudes consistiam em diferentes frentes. Ela ocorria tanto na fabricação de diploma para ser apresentado ao CRM quanto na produção de documentos de ensino superior para o estudante ingressar em cursos de medicina já em andamento e em fase final de conclusão do curso, em uma espécie de transferência.
Ao menos 45 pessoas já inscritas como médicos teriam feito pagamentos ao grupo. O órgão apontou ainda que os criminosos tinham ramificações em diferentes estados brasileiros.
O principal investigado da ação foi alvo da PF em 2016. À época, foi identificada uma organização criminosa que recrutava professores e estudantes para realizar prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e transmitir, por meio de eletrônicos, os gabaritos a candidatos que pagassem por isso.
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