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Nove pinguins reabilitados no Litoral do Paraná retornam ao mar, mas os sobreviventes são poucos

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Nove pinguins reabilitados no Litoral do Paraná retornam ao mar, mas os sobreviventes são poucos

Um grupo de nove pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) voltaram para o mar o após processo de reabilitação no Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD), do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paran á (UFPR) no Litoral do Paraná.

Eles são sortudos, porque a maioria dos pinguins que encalha nas praias do Paraná na temporada de inverno não sobrevive.

De 31 de maio, quando ocorreram os primeiros registros de encalhje da temporada, até 31 de julho, o PMP-BS registrou 198 pinguins-de-Magalhães encalhados no litoral do Paraná.

Desse total, 165 foram encontrados mortos e 33 chegaram vivos às praias, sendo resgatados e encaminhados para atendimento especializado no CReD.

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Laboratório de Ecologia e Conservação – UFPR (@lecufpr) Os pinguins-de-Magalhães chegam anualmente ao litoral brasileiro entre os meses de maio e setembro, durante sua migração em busca de alimento.

A espécie se reproduz na Patagônia, na Argentina e no Chile, e percorre milhares de quilômetros pelo Atlântico Sul.

Grande parte dos indivíduos que alcançam a costa brasileira são juvenis, realizando sua primeira migração.

Ao longo desse percurso, muitos animais chegam debilitados às praias, seja pelo desgaste natural da viagem ou pelos impactos relacionados às atividades humanas, como a interação com redes de pesca, ingestão de resíduos sólidos e outras ameaças presentes no ambiente marinho.

De acordo com a médica-veterinária Juliana Bresciani, do PMP-BS/LEC-UFPR, a maioria dos animais resgatados apresenta um quadro conhecido como “síndrome do pinguim encalhado”.

“Os pinguins normalmente chegam debilitados, com baixo escore corporal, desidratação, hipotermia e necessitando de cuidados intensivos para seguir com a migração.

Além disso, durante os atendimentos também identificamos casos relacionados à interação com atividades humanas, como marcas de emalhe em redes de pesca”, explica a veterinária.

Soltura de pinguins representa o resultado da dedicação da equipe A soltura representa a conclusão de um trabalho que começou no final de maio, quando os primeiros pinguins da temporada 2026 foram registrados na Ilha de Superagui, em Guaraqueçaba.

A equipe do PMP-BS/LEC-UFPR monitora diariamente as praias paranaenses para registrar a ocorrência de animais marinhos e prestar atendimento especializado aos indivíduos encontrados com vida ao longo da costa.

Para Liana Rosa, bióloga e gerente operacional do PMP-BS/LEC-UFPR, o momento da soltura representa o resultado de semanas de dedicação da equipe e reforça a importância de aproximar a sociedade da conservação marinha.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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