Corintiano que matou esposa palmeirense é condenado a 13 anos de prisão
O empresário coritiano Leonardo Souza Ceschini foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão por matar a esposa palmeirense após uma briga por conta de futebol em São Paulo.
Júri foi realizado pela 5ª Vara do Júri da Capital ontem. A sessão, que teve início por volta das 13h30 e se encerrou às 22h, julgou o caso ocorrido em janeiro de 2021. O Conselho de Sentença reconheceu autoria e materialidade.
Crime aconteceu na presença dos filhos do casal, o que pesou no aumento da pena. Os jurados também reconheceram as qualificadoras de meio cruel e de feminicídio.
O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, que presidiu o julgamento, considerou o peso das qualificadoras e da causa de aumento reconhecidas pelo júri. Na dosimetria, ele avaliou que esses fatores tiveram maior impacto do que a confissão espontânea do réu e a causa de diminuição ligada ao privilégio, segundo o Tribunal de Justiça.
Discussão do casal começou durante a madrugada após um desentendimento ligado a um jogo de futebol da Copa Libertadores da América. Durante a briga, o réu pegou uma faca e atingiu a vítima com diversos golpes no tórax, nas costas e nas pernas, conforme a denúncia. O Palmeiras havia vencido o Santos em 31 de janeiro de 2021.
O homem confessou ter matado a esposa, mas alegou ter feito isso para se defender. Ele respondeu o processo em liberdade.
A defesa de Leonardo relatava que ele agiu em legítima defesa pois também foi alvo de ferimentos de faca. Ele passou por procedimento cirúrgico por conta dos golpes.
O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou o homem pela morte em julho do mesmo ano. Leonardo havia relatado que o casal tinha diversas desavenças por "cada um ser torcedor de time de futebol diferente".
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180 , da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 , canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) .
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência , previstas na Lei Maria da Penha.
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