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Scout do Flamengo entra em ação com nomes menos badalados após gastança

UOL Esporte ·

O Flamengo tenta sair do óbvio com as chegadas de Anthony Valencia e Joaquín Freitas.

Em vez de nomes que seriam objetivos naturais, o foco desta vez abrange de forma mais explícita o olhar do departamento de scout.

Não que em movimentos anteriores o setor fosse ignorado, mas quando se trata de Luiz Henrique e Almada, por exemplo — tentativas frustradas na janela atual— , não é preciso um olhar mais profundo de antes de assinar o cheque.

Já com Valencia e Freitas, os negócios vêm avalizados pelo processo de observação e captação de ativos que podem se valorizar no mercado.

O equatoriano vem do Royal Antuérpia, da Bélgica. O argentino estava no River Plate.

Eles estavam na mira antes da pausa para a Copa. Mas a oportunidade de ter Almada e, depois, Luiz Henrique, mudou o foco do diretor de futebol José Boto. Com as negociações frustradas e o fim da janela se aproximando, ele foi atrás de nomes menos badalados.

O trabalho de scout era uma das promessas do profissionalismo da gestão Bap. Quando contratou Boto, que foi olheiro por anos do Benfica e atuou o Shakhtar Donetsk — conhecido importador de talentos jovens —, havia uma expectativa como esse setor iria se desenvolver no Fla. Para chefiar a área, Boto até contratou o ucraniano Andrii Fedchenkov como gerente.

Mas nas janelas recentes, a procura por jogadores "de scout" tinha ficado em segundo plano por causa de experiências anteriores já na administração atual.

O primeiro nome fora do óbvio a ser contratado foi o atacante Juninho. Ele não vingou no Flamengo e, depois de uma temporada, foi vendido ao Pumas, do México. Chegou por R$ 40 milhões, saiu por R$ 43,7 milhões.

Outra operação que repercutiu mal foi a movimentação pelo Mikey Johnston, ano passado, enquanto o Fla ainda não tinha feito outras contratações na janela do meio do ano. O diretor de futebol José Boto se viu pressionado e teve que lidar com um veto de Bap.

Aí, Boto abraçou de vez a estratégia dos jogadores badalados, caros e com repercussão. Emendou as contratações de Danilo, Carrascal, Samuel Lino, Emerson Royal e Paquetá.

Em pouco mais de um ano e meio, a gestão Bap atingiu um gasto de R$ 1,13 bilhão em transferências — sem contar os movimentos da janela atual.

Mas essa busca de jogadores com cara de scout também tem um certo sarrafo. O Flamengo não vai atrás de dois desconhecidos completos.

Valencia estava na Copa do Mundo com a seleção do Equador. Era reserva de Plata, inclusive. Formado no Independiente Del Valle, foi tratado desde jovem como um meia/ponta de potencial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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